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Deputados do Paraná deixam partidos para se filiar ao recém-criado PEN

Por Fernando Castro, do Portal G1: De fora das eleições de 2012, o recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN) começa a ser estruturado no Paraná a partir desta segunda-feira (16). A legenda confirmou a adesão do deputado federal Fernando Francischini, ex-PSDB, além da entrada do deputado estadual Cleiton Kielse, que deixa o PMDB, em encontro nacional […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 08h22 - Publicado em 16 jul 2012, 22h34

Por Fernando Castro, do Portal G1:
De fora das eleições de 2012, o recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN) começa a ser estruturado no Paraná a partir desta segunda-feira (16). A legenda confirmou a adesão do deputado federal Fernando Francischini, ex-PSDB, além da entrada do deputado estadual Cleiton Kielse, que deixa o PMDB, em encontro nacional realizado em Brasília.

A criação do PEN foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 19 de junho, constituindo-se assim como o 30º partido do Brasil. No Paraná, passaram a existir 29 legendas em atividade, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Contudo, como foi criado a menos de um ano das eleições municipais, o PEN não poderá concorrer em 2012. O número de urna será o 51.

De acordo com o site do partido, estão entre as ideias gerais defendidas pela legenda a redução de emissão de gases do efeito-estufa nas grandes cidades; incentivo ao reaproveitamento e reciclagem de materiais; criação de varas ambientais especializadas e definição de regras para a aplicação do Código Florestal em áreas urbanas.

Em entrevista ao G1, Francischini confirmou que deve presidir a legenda no Paraná, passando a organizar a estrutura partidária para as eleições de 2014. Ele afirmou que o partido ainda não tem um perfil nacional definido, já que ainda não é possível precisar quais deputados federais passarão a integrar o PEN. Porém, ele garante que no âmbito estadual o partido deve integrar a base do governador Beto Richa (PSDB).

É simplesmente buscar um partido que aumente o meu horizonte político, no qual eu possa concorrer a cargos majoritários” Fernando Francischini, deputado federal

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Apesar de não caracterizar a saída do PSDB como um rompimento político, Francischini disse que a falta de espaço no partido contribuiu para a mudança. “É simplesmente buscar um partido que aumente o meu horizonte político, no qual eu possa concorrer a cargos majoritários”. Ainda assim, ele nega que a escolha de Rubens Bueno (PPS) como vice do candidato a prefeito apoiado pelo PSDB, Luciano Ducci (PSB), tenha gerado rusgas, já que ele era um dos cotados para a vaga. “Eu tenho uma admiração pelo Rubens, é um bom companheiro de Congresso”, garantiu.

Então, partiu de Francischini o convite para que Kielse assumisse a vice-presidência da executiva estadual do partido, além da função de arregimentar novos correligionários. Kielse diz que a legenda irá conversar com outros parlamentares para apresentar as ideias, e diz que podem aparecer “surpresas” nos próximos dias, sem mencionar nomes.

Para o deputado estadual, o novo partido representa um apoio para a luta contra o pedágio. “Nós vamos buscar pessoas insatisfeitas com o pedágio, através de várias ações que vamos tomar”. Ele também cita como meta medidas contra as drogas, contra o aborto e a aproximação com as igrejas católica e evangélica.
(…)

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