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Datafolha 1 – O que dizem os números da pesquisa para a Prefeitura de São Paulo

É conveniente ler os quatro posts abaixo, com os números da pesquisa Datafolha para a prefeitura de São Paulo, para entender plenamente este comentário. Numa primeira mirada, poder-se-ia dizer: nada mudou. E, com efeito, os números no primeiro turno variaram dentro da margem de erro, embora, vista a trajetória, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteja […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h29 - Publicado em 18 Maio 2008, 07h43
É conveniente ler os quatro posts abaixo, com os números da pesquisa Datafolha para a prefeitura de São Paulo, para entender plenamente este comentário. Numa primeira mirada, poder-se-ia dizer: nada mudou. E, com efeito, os números no primeiro turno variaram dentro da margem de erro, embora, vista a trajetória, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteja em ascensão — ainda tirando votos dos que estão abaixo dele, e não dos dois líderes: a petista Marta Suplicy e o tucano Geraldo Alckmin. Com um pouco mais de atenção aos detalhes, Kassab é quem pode ficar mais animado com o resultado. Vamos ver.

O primeiro dado auspicioso para o prefeito é a avaliação que os paulistanos fazem de sua administração. Em 49 dias (a pesquisa anterior foi publicada em 30 de março), caiu sete pontos os que a consideram ruim/péssima: hoje, é de apenas 20%; dizem que seu desempenho é ótimo/bom 39% dos entrevistados, e 38% o vêem como regular. Outro dado positivo para o prefeito é que encurtou bastante a distância num eventual segundo turno com a petista Marta Suplicy: ele teria 41%, e ela, 51%: uma diferença de 10 pontos percentuais; há menos de dois meses, era de 16 pontos (53% a 37%). Numa hipotética disputa entre o tucano e o democrata, Alckmin lidera, com 58% contra 31%: enormes 27 pontos de vantagem, mas, há 49 dias, era de 32.

Marta conta com números um tanto ambíguos: em fevereiro, ela chegava a 25% no primeiro turno; saltou para 29% em março e, agora, está com 30%. Se considerarmos que ela passou a liderar nos votos espontâneos, com 18%, parece que há uma consolidação da candidatura. Encurtou, dentro da margem de erro, a sua diferença para Alckmin no segundo turno: há pouco mais de um mês e meio, era de 12 pontos; agora, é de 10: 51% a 41%. E isso tudo, é óbvio, lhe é positivo. O encurtamento da distância em relação a Kassab, por outro lado, é um sinal negativo.

E Alckmin? Empatado no primeiro turno com Marta (29% a 30% para ela), a vantagem do tucano é ainda bastante folgada no segundo: 10 pontos no confronto com a petista e 27% no embate com o democrata. Mas, como se viu acima, essa diferença vem caindo. Há três meses, em pesquisa Datafolha publicada no dia 16 de fevereiro, Alckmin tinha os mesmos 29% no primeiro turno e vencia a petista por 12 pontos (agora 10) e o democrata por 33 pontos (agora 27). É claro que é o favorito, embora esses três meses apontem estagnação.

Observem que essas pequenas mudanças se dão num cenário pré-campanha. As composições feitas por Kassab, por exemplo, vistas como vitórias por aqueles que lidam com política, não têm reflexo aind no eleitorado. A melhora de seu desempenho no segundo turno — e mesmo no primeiro: em fevereiro, ele tinha 12%; agora, 15% — devem decorrer da avaliação de sua gestão, que melhorou.

Uma avaliação positiva do eleitorado garante a reeleição? Não. Em 2004, a gestão de Marta contava com a aprovação dos paulistanos, mas Serra ganhou — era um nome consolidado na cidade. Nesse aspecto, Alckmin leva, é claro, uma boa vantagem. Mas o prefeito tem a seu favor, além da aprovação, o tempo na TV, e Marta contará com a quinta cavalaria do petismo federal. A disputa em São Paulo tem tudo para ser a mais animada do país.

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