Data venia, Dr. Márcio…
Sobre o post abaixo — Com a devida vênia, a nota do Ministério da Justiça está em flagrante contradição com os fatos. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, concedeu mais de uma entrevista afirmando que as fotos não seriam divulgadas porque era essa a orientação geral dada à Polícia Federal. Cobrei aqui, logo no […]
Foi Bastos quem afirmou que a PF não cairia no jogo eleitoral nem atenderia ao que chamou ritmo das campanhas. Logo, assumiu, de uma vez, as duas coisas: a proibição das imagens e a preocupação com o calendário eleitoral.
Que o conjunto dos eventos esteja ligado à eleição, eis uma evidência que dispensa contestação. Afinal, um grupo de bandidos se uniu para tentar golpear a vontade das urnas em São Paulo. Se a canalhice tivesse prosperado, o PT seria o maior beneficiário da mentira. Como não prosperou, não pode agora ser protegido dos seus próprios atos. Ou há de ganhar sempre, quando a lei triunfa e quando ela não triunfa também?
De tal sorte o ministro da Justiça se comprometeu com a proibição, que chegou a dizer que esta PF não faria como a do passado, quando a divulgação de imagens teria servido a objetivos eleitorais. Era uma referência oblíqua ao caso Lunus. Bastos, seguindo o modelo Lula, aproveitava para dizer que “nunca antes Nestepaiz houve uma PF tão isenta”.
O ministro da Justiça deveria, com a experiência que tem, controlar seus companheiros de Ministério. Tarso Genro (aquele mesmo que propôs um pacto com FHC hoje de manhã), já concedeu uma entrevista dizendo que a divulgação das imagens faz parte de um complô entre setores da PF e setores do PSDB. Ora, admitindo-se a hipótese, como ele quer, de haver uma PF tucana, há se admitir, também, a existência de uma PF petista.
Quem diria, não é, doutor Márcio, que o senhor integraria um governo que submeteria a tal vexame o Estado de Direito?!







