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CLÁSSICOS DA NOSSA LÍNGUA: Então pegue este de Bocage, ó Alcino!

Opa!Vamos falar de Bocage? De poeta bêbado de boteco, recendendo a pinga, nada entendo. Mas sou bom de Manuel Maria Barbosa du Bocage. Era da pá virada, mas tinha estilo. Não reproduzirei as observações de um grande mestre das letras sobre um trabalho crítico que fiz de sua obra na faculdade porque a modéstia — […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h42 - Publicado em 31 mar 2008, 00h12

Opa!
Vamos falar de Bocage? De poeta bêbado de boteco, recendendo a pinga, nada entendo. Mas sou bom de Manuel Maria Barbosa du Bocage. Era da pá virada, mas tinha estilo. Não reproduzirei as observações de um grande mestre das letras sobre um trabalho crítico que fiz de sua obra na faculdade porque a modéstia — quem diria! — me impede. O bom Bocage, pra valer, é o lírico, com versos que chegam a rivalizar com os de Camões. Mas era chegadito também num versinhos malandros. Tem um soneto muito interessante dedicado aos cornos. Então fique com este, Alcino, a título de consolo e homenagem:

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c’roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

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Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.

Por favor, queridos: só comentários sem nomes próprios e sem nomes impróprios. E, sobretudo, sejam caridosos com a criatura.

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