A vida dura dos repórteres de TV
Outro dia alguém me atacou aqui, dizendo que nunca fui repórter, sei lá o quê… Eu ficaria aqui no conforto, só dando opiniões. De fato, fiz bem pouca reportagem, quase nada. Vai ver tinha vocação pra chefe e/ou pra trabalhar sozinho, como hoje, rá, rá, rá (sorriso enlatado de Internet, segundo Diego…). Mas não quer […]
Globo News, Record e Band News transmitem ao vivo o qüiproquó para a prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Evidentemente, os chamados “populares” estão lá, gritando, xingando, imprecando, amaldiçoando… Vocês sabem, nessas horas, só nós, os “impopulares”, ficamos em casa.
Mas volto às agruras dos repórteres. Os apresentadores ficam em estúdio, coitados, tendo idéias, obrigados a transmitir em tempo real. “Mas Fulana, o que diz a polícia? Os advogados de defesa já chegaram, Sicrano? O mandado de prisão já está aí, Beltrano? Você sabe se o casal está mesmo no apartamento?” E os/as pobres repórteres que se encarreguem de dar respostas. Qualquer uma. E aí temos o festival de anacolutos, de frases soltas, de, fazer o quê?, pequenas bobagens. E todos pedem socorro: chamam advogados, obrigados, também eles, a falar em tese. Na Globo News, tudo muito sereno, comedido. Na Record, a embromação é entrecortada por respirações nervosas.
É verdade. Nunca passei nem vou passar por esse calvário. A vida não é fácil. Em uma das emissoras, houve até digressões sobre se era ou não democrática a manifestação dos chamados “populares”, imaginem só…







