A cascata de Lula sobre cooperação entre adversários
Leiam o que vai no Estadão Online. Volto depois:O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que, para governar, e também para tomar atitudes que posteriormente mostraram-se corretas, como as medidas econômicas que tornaram o País mais resistente à crise global, teve de passar por cima do PT por muitas vezes. Segundo ele, um […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que, para governar, e também para tomar atitudes que posteriormente mostraram-se corretas, como as medidas econômicas que tornaram o País mais resistente à crise global, teve de passar por cima do PT por muitas vezes. Segundo ele, um presidente da República, no Brasil, tem tanta responsabilidade, que se vê obrigado a montar bases fortes no Senado e na Câmara com uma grande quantidade de partidos e não somente o seu. “Com isso, eu só perdi uma votação importante, que foi o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)” – o imposto do cheque.
A declaração do presidente foi feita durante uma entrevista coletiva em São Luís, na presença da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), logo depois que eles sobrevoaram de helicóptero a área de um raio de 250 quilômetros atingida pelas enchentes. Lula fez o comentário a respeito das vezes em que teve de passar por cima do PT ao ser questionado se o seu partido não é por demais radical, como ocorre no Maranhão, em que o deputado petista Domingos Dutra comanda uma batalha sem tréguas contra família Sarney e contra Roseana.
Lula chegou a dizer que não entende por que dois políticos de uma mesma região, por serem de partidos diferentes, não se entendem e evitam levar benefícios para o Estado. “Às vezes o que se vê é que um tenta sabotar o outro, de forma a impedir que o progresso avance”, afirmou. Mesmo assim, Lula disse que não estava dando um puxão de orelhas em Dutra.
ComentoTá, gente, eu sei: essa bobajada de Lula chega a enjoar, dadas a parvoíce da formulação e sua, chamemos assim, falsidade histórica. Quando foi que ele próprio deu trégua aos governos a que se opôs? Alguém poderia, então, ter dito: “Pô, eu não compreendo por que o PT, em vez de ajudar FHC a governar e lhe dar algumas sugestões, tenta, a todo custo, inviabilizar o governo…”
Sim, porque uma coisa é fazer oposição; outra, bem diferente, é partir para a sabotagem. O PT poderia, por exemplo, dar esse exemplo maiúsculo em São Paulo, não é mesmo? Ou no Rio Grande do Sul. Em vez de sabotagem, cooperação. Mas quê… Um dos braços do partido, a CUT, faz o quê? Agitação sindical junto ao funcionalismo público.
Quanto a já ter passado por cima do PT… Huuummm… Agora a questão é mais séria. Deixo essa questão para um daqueles textos da madrugada. Aguardem um pouco.







