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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

A acusação tardia de Jefferson

Num dado momento, o destino do presidente Lula e do governo petista ficou nas mãos do então deputado Roberto Jefferson (PTB-SP), depois cassado por seus pares e agora com processo aceito pelo Supremo Tribunal Federal. Teria bastado que ele dissesse em 2005 o que diz agora: “Eu falei sobre o mensalão não só ao Brasil, […]

Por Reinaldo Azevedo 28 ago 2007, 18h54 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h13
  • Num dado momento, o destino do presidente Lula e do governo petista ficou nas mãos do então deputado Roberto Jefferson (PTB-SP), depois cassado por seus pares e agora com processo aceito pelo Supremo Tribunal Federal. Teria bastado que ele dissesse em 2005 o que diz agora: “Eu falei sobre o mensalão não só ao Brasil, mas ao Miro Teixeira, ao Walfrido dos Mares Guia, ao Ciro Gomes, ao José Dirceu [em 2003/2004] e ao presidente Lula.” A história teria sido outra.

    Em vez disso, Jefferson fez o quê? Limpou a barra do Apedeuta. Foi ingênuo: achou que era possível rachar o PT, criando uma espécie de contradição entre Lula e seus subordinados. Ora, quem não são se lembra da sua frase, histórica, dirigida a José Dirceu durante um depoimento na Câmara? “Zé, sai daí, saí daí antes de tornar réu um homem inocente”. O “inocente”, embora, àquela época, quase ninguém acreditasse, era Lula.

    Jefferson é o principal responsável pelo mito “Lula não sabia de nada, foi enganado”. Tanto é assim, que o presidente chegou a declarar oficialmente que fora traído. Ora, se o principal acusador do mensalão o livrava do peso, por que ele faria diferente? Agora, em nova versão, diz o deputado cassado: “Ah, sabia, sim”. Ora, é o que todos presumíamos, não é?

    Ocorre que depor um presidente não é operação corriqueira, como Jefferson, aliado de Collor até o fim, sabe muito bem. O processo político preferiu “acreditar” no que ele dizia e evitar, assim, uma turbulência. Agora é tarde.

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