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União de Nunes, Boulos e Datena reforça discurso de Marçal em SP

Notórios adversários, o prefeito e o candidato do PSOL se juntaram a Datena para fugir do embate com o coach no debate de VEJA -- e saíram no prejuízo

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2024, 17h39 • Atualizado em 21 ago 2024, 19h50
  • Pablo Marçal revela-se nesta campanha para prefeito de São Paulo um franco atirador. Sem medo de ser julgado por seus métodos — e sem nada a perder –, partiu para um vale-tudo eleitoral destinado a provar que Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e seus outros oponentes seriam, na verdade, a mesma coisa.

    Trata-se da velha tática de deslegitimação da política que levou Jair Bolsonaro ao Planalto em 2018. Ao atacar seus adversários de forma virulenta, Marçal vinha buscando sustentar o discurso de que os outros são integrantes de um mesmo sistema, mas ele é diferente.

    Nesta segunda, depois de acuar seus adversários nas últimas semanas, o empresário conseguiu algo impensável até pouco tempo: uniu Ricardo Nunes e Guilherme Boulos a Datena num exótico consórcio destinado a não participar do debate de VEJA.

    Nunes, Boulos e Datena faltaram ao confronto de ideias para evitar os ataques de Marçal na arena mais democrática de uma campanha, o debate. Com o ato, legitimaram nas cabeças de muitos eleitores o que antes era apenas uma crítica sem fundamento do empresário aventureiro.

    Como prefeito, Nunes saiu mais desgastado ao se igualar a Boulos e Datena e demonstrar que não está tão disposto assim a defender a própria gestão que tenta prolongar nas urnas. Se o prefeito não vai ao debate defender sua obra, quem o fará?

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    Datena, o candidato e apresentador fugiu das câmeras no momento em que poderia tentar se firmar como um postulante com propostas e com vigor para suportar o tranco do jogo político. Peitava o crime organizado na TV, mas correu de Marçal dois debates depois. Boulos, com o apoio de Lula e de outras figuras de esquerda, ensinou aos seus adversários que basta mostrar uma carteira de trabalho para tirá-lo de um debate.

    A campanha ainda está no começo e todos os candidatos podem buscar caminhos para a vitória. Eleição não se ganha do dia para a noite, mas se perde nos detalhes — e o erro de se unir a adversários para fugir de um debate será uma sombra a acompanhar o trio até a votação.

     

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