“Extremismo desvirtua liberdade de expressão”, diz chefe da Secom de Lula
"O que me traz aqui é a força de estar do lado certo da história", disse o novo ministro responsável pela comunicação do governo
Em seu primeiro discurso como chefe da Secom, o ministro Sidônio Palmeira reconheceu o “enorme desafio” que terá pela frente ao assumir a comunicação do governo, mas disse ter assumido a empreitada por “estar do lado certo da história”.
“O que me traz aqui é a força que me fez contribuir nas eleições de 2022, a mais importante da história do país, e a força de estar do lado certo da história”, disse Palmeira.
O ministro exaltou Lula como “exemplo de obstinação e de força que se renovam todo dia”. Ele também citou a primeira-dama Janja, que tem forte influência na comunicação do governo. “Agradeço a primeira-dama Janja, e nutro admiração por sua luta em defesa dos direitos humanos e das mulheres”, disse.
O novo ministro falou sobre a ameaça das fake news aos regimes democráticos. “Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja desvirtuando esse conceito para viabilizar a liberdade de manipulação e agressão. A defesa da integridade da informação é hoje condição de sobrevivência das democracias em todo o mundo”, disse.
“Vejo que o papel da comunicação deve se concentrar em ser a enzima que liga a política à gestão, tornando a política mais integrada com a gestão mais eficiente”, complementou.
Palmeira também criticou as medidas anunciadas pela Meta de encerrar o programa de checagem de fatos e de redução de políticas contra o discurso de ódio e abuso no Facebook, no Instagram e no Threads.
“Encaro a missão da comunicação como guardiã da democracia, sobretudo no combate à desinformação. Medidas como as anunciadas recentemente pela Meta são ruins porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional, promovendo um faroeste digital”, disse Palmeira.





