Serra fatura obras da União?
Publicamente, Lula nunca ataca José Serra, mas em privado faz questão dar algumas cotoveladas no governador – até por saber que elas chegarão aos jornais (ou, neste caso, à internet). Ultimamente, as obras feitas em parceria entre a União e o governo paulista têm sido um dos principais alvos da ira do Planalto, que avalia que Serra […]
Publicamente, Lula nunca ataca José Serra, mas em privado faz questão dar algumas cotoveladas no governador – até por saber que elas chegarão aos jornais (ou, neste caso, à internet). Ultimamente, as obras feitas em parceria entre a União e o governo paulista têm sido um dos principais alvos da ira do Planalto, que avalia que Serra não tem dado o devido crédito à ajuda federal.
O caso mais recente foi o da Estação Sacomã, na linha 2 do metrô paulista. José Serra a inaugurou no dia 30, alardeando tratar-se da estação mais moderna da América Latina. Só que a linha está sendo tocada com 1,5 bilhões de reais de financiamentos do BNDES, 270 milhões de reais do governo federal e 250 milhões de reais do estado. E os aliados de Lula reclamam que apesar de estar investindo um sétimo do que a União investiu, Serra faturou a obra sozinho. Lula sequer teria sido convidado para a cerimônia.
(Atualização: “Em relação à nota “Serra fatura obras da União?”, o Metrô de São Paulo esclarece que o Governo Federal não fez investimentos no Metrô de São Paulo no período de 2007 a 2010. É importante ressaltar que os recursos provenientes do BNDES são, como informa o colunista, financiamento que está sendo pago nas taxas e prazos negociados e, portanto, não podem ser considerados investimento federal.Em relação aos R$ 270 milhões mencionados, o Metrô volta a esclarecer que esse valor é resultado de um “encontro de contas” pelo qual a União deveria ressarcir o Governo do Estado de São Paulo. Nesse acerto, o governo paulista indicou que os recursos fossem destinados à Linha 2-Verde, como amplamente divulgado à época pela Secretaria de Estado da Fazenda, que conduziu a operação. Esse dinheiro, portanto, é investimento do governo de São Paulo no Metrô. Voltando ao financiamento do BNDES, no valor de R$ 1,579 bilhão, o valor destinou-se ao fornecimento de sistemas e trens para a extensão da Linha 2-Verde, entre Alto do Ipiranga e Vila Prudente. O contrato de empréstimo foi assinado em 20 de maio de 2008. O prazo de pagamento é de 144 meses, com 36 meses de carência, em um total de 180 meses. A contrapartida do Governo do Estado foi estipulada em R$ 526 milhões, mais que o dobro dos R$ 250 milhões citados na nota. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi convidado e prestigiou a inauguração da Estação Sacomã, que integra a Linha 2-Verde. Nesse mesmo final de semana, o presidente Lula permaneceu em repouso por ordens médicas, como informou a imprensa.”)






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