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Serra fatura obras da União?

Publicamente, Lula nunca ataca José Serra, mas em privado faz questão dar algumas cotoveladas no governador – até por saber que elas chegarão aos jornais (ou, neste caso, à internet). Ultimamente, as obras feitas em parceria entre a União e o governo paulista têm sido um dos principais alvos da ira do Planalto, que avalia que Serra […]

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 fev 2010, 07h09 | Atualizado em 31 jul 2020, 15h53
Serra fatura obras da União? Priorizar nos meus resultados Google

Publicamente, Lula nunca ataca José Serra, mas em privado faz questão dar algumas cotoveladas no governador – até por saber que elas chegarão aos jornais (ou, neste caso, à internet). Ultimamente, as obras feitas em parceria entre a União e o governo paulista têm sido um dos principais alvos da ira do Planalto, que avalia que Serra não tem dado o devido crédito à ajuda federal.

O caso mais recente foi o da Estação Sacomã, na linha 2 do metrô paulista. José Serra a inaugurou no dia 30, alardeando tratar-se da estação mais moderna da América Latina. Só que a linha está sendo tocada com 1,5 bilhões de reais de financiamentos do BNDES, 270 milhões de reais do governo federal e 250 milhões de reais do estado. E os aliados de Lula reclamam que apesar de estar investindo um sétimo do que a União investiu, Serra faturou a obra sozinho. Lula sequer teria sido convidado para a cerimônia.

(Atualização: “Em relação à nota “Serra fatura obras da União?”, o Metrô de São Paulo esclarece que o Governo Federal não fez investimentos no Metrô de São Paulo no período de 2007 a 2010. É importante ressaltar que os recursos provenientes do BNDES são, como informa o colunista, financiamento que está sendo pago nas taxas e prazos negociados e, portanto, não podem ser considerados investimento federal.Em relação aos R$ 270 milhões mencionados, o Metrô volta a esclarecer que esse valor é resultado de um “encontro de contas” pelo qual a União deveria ressarcir o Governo do Estado de São Paulo. Nesse acerto, o governo paulista indicou que os recursos fossem destinados à Linha 2-Verde, como amplamente divulgado à época pela Secretaria de Estado da Fazenda, que conduziu a operação. Esse dinheiro, portanto, é investimento do governo de São Paulo no Metrô. Voltando ao financiamento do BNDES, no valor de R$ 1,579 bilhão, o valor destinou-se ao fornecimento de sistemas e trens para a extensão da Linha 2-Verde, entre Alto do Ipiranga e Vila Prudente. O contrato de empréstimo foi assinado em 20 de maio de 2008. O prazo de pagamento é de 144 meses, com 36 meses de carência, em um total de 180 meses. A contrapartida do Governo do Estado foi estipulada em R$ 526 milhões, mais que o dobro dos R$ 250 milhões citados na nota. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi convidado e prestigiou a inauguração da Estação Sacomã, que integra a Linha 2-Verde. Nesse mesmo final de semana, o presidente Lula permaneceu em repouso por ordens médicas, como informou a imprensa.”)

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