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Eduardo Cunha imortaliza encontro com Dilma em capa de livro – Veja

Cunha expõe em livro 'as decisões erradas de Dilma, o fogo amigo de políticos aliados', diz texto na capa da obra

Por Robson Bonin Atualizado em 19 mar 2021, 19h52 - Publicado em 16 mar 2021, 06h02

Como o Radar mostra na edição de VEJA que está nas bancas, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha decidiu lançar seu livro “Tchau Querida, O Diário do Impeachment“, Matrix Editora, sobre o impeachment de Dilma Rousseff no dia 17 de abril.

Em 2016, justamente nessa data, Cunha comandou a sessão de abertura do processo na Câmara. A obra terá mais de 800 páginas e revelará bastidores narrados por Cunha sobre as conversas e articulações daquele tempo. A foto escolhida para ilustrar o livro mostra os dois numa conversa comportada — esses encontros entre chefes de poderes –, o que pode ser considerado um “raro momento” na conflituosa relação de Cunha e Dilma.

Além da capa do livro, o Radar reproduz abaixo o texto da capa:

“Quando detalhes de uma conversa telefônica grampeada entre Lula e Dilma vieram a público em março de 2016, a frase de despedida de Lula não só virou meme como trouxe um vaticínio: “Tchau, querida”. Semanas depois, em 17 de abril ela iria se tornar realidade e marcar a história política brasileira. Nessa data, 367 deputados votaram a favor da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Festa para a maior parte da população, que se mobilizara aos milhões nas ruas pela saída da então presidente. No centro da votação, um nome teve papel decisivo: o do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que conhece como poucos as engrenagens da casa, seu regimento e interpreta muito bem os movimentos da política.
Nesta obra, ele relata os bastidores dessa história, as pressões e os interesses para se abrir ou não o processo de afastamento de Dilma, e o cabo de guerra envolvendo duas outras figuras emblemáticas do cenário político: Lula e Michel Temer, um querendo manter o PT no poder, o outro querendo seu lugar. A corda desse cabo de guerra logicamente era o próprio Cunha. E as conversas com o ex-presidente e o então vice, narradas por Cunha, são imperdíveis. Reuniões com diversos outros atores políticos são apresentadas em minúcias.
Cunha expõe as decisões erradas de Dilma, o fogo amigo de políticos aliados e até as consequências em 2016 do apoio do PT ao impeachment de Fernando Collor em 1992. Aponta ainda a causa mortis do governo Dilma, mostrando como ela, além de se enterrar, acabou também enterrando juntos, naquele momento, Lula e o PT. Ao final, elenca diversas propostas para mudar o sistema político do país. Um livro indispensável para entender as entranhas do poder”.

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