Dois fronts
Os defensores dos estados produtores de petróleo trabalham agora em duas frentes para evitar que seja aprovada na semana que vem a proposta de Ibsen Pinheiro sobre a partilha. Ibsen quer que os royalties – ou seja, a verba que as empresas pagam pelo direito de explorar os campos de petróleo – sejam distribuídos por […]
Os defensores dos estados produtores de petróleo trabalham agora em duas frentes para evitar que seja aprovada na semana que vem a proposta de Ibsen Pinheiro sobre a partilha. Ibsen quer que os royalties – ou seja, a verba que as empresas pagam pelo direito de explorar os campos de petróleo – sejam distribuídos por todos os estados e municípios, sem qualquer privilégio para os estados fronteiriços.
Para tentar barrar a medida, que afetaria inclusive os campos que já produzem, os parlamentares e governadores do Rio de Janeiro e dos Espírito Santo querem primeiro que os deputados não tenham de votá-la nominalmente. Acreditam que a maioria dos parlamentares pode aceitar barrar a proposta sem o peso de serem acusados pessoalmente de “trair” seus estados.
Se a tática não der certo, toda a atenção será voltada para Lula, que tem o poder de vetar a mudança. Como argumento, os fluminenses alegam que a proposta acabaria com as receitas do estado, já que atinge inclusive os poços em produção, e obrigaria inclusive a União a abrir mão de 15 bilhões de reais, parte da dívida do estado que está garantida por receitas futuras de royalties.







