Com autorização do Supremo, PF e CGU deflagram 3ª fase da Overclean
Órgãos cumprem 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público; desvios podem chegar a R$ 1,4 bilhão

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira a terceira fase da Operação Overclean. Os alvos fariam parte de uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes a licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Com autorização do STF, os órgãos cumprem dezesseis mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público em Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE).
As investigações apontam que o esquema criminoso atingiu principalmente a Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA) do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), além de outros órgãos públicos que contavam com o apoio operacional da organização criminosa nas localidades afetadas.
A apuração indica ainda que a organização direcionava dinheiro de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando-se do superfaturamento de obras e de desvios financeiros.
Estima-se que os criminosos tenham movimentado cerca de 1,4 bilhão de reais por meio dos contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.