As queixas que Lula ouviu de senadores — e o que ele respondeu
Presidente prometeu se envolver mais na articulação política depois que voltar de viagem para Honduras

No encontro com senadores na residência oficial de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente Lula ouviu queixas de que falava mais com parlamentares em seus mandatos anteriores.
Acompanhado da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, admitiu a falha e prometeu se envolver mais na articulação política.
Lula afirmou que sua agenda está sem espaço até a volta de sua viagem para Honduras na semana que vem, mas disse que, uma vez de volta ao país, vai marcar outro bate-papo com os senadores – desta vez, no Palácio da Alvorada.
Aproveitando a conversa reservada, as lideranças governistas fizeram coro para alertar o presidente sobre a necessidade de se esforçar mais para atrair o apoio de evangélicos.
Parte do bate-papo reservado passou por esboçar estratégias para a campanha à reeleição do petista, cujos índices de aprovação seguem, hoje, uma tendência de baixa, despertando preocupações entre aliados sobre como recuperar a popularidade de Lula.
Além de Gleisi e Alcolumbre, participaram do encontro com Lula na quarta-feira à noite:
- o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA);
- o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL);
- o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA);
- o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- o líder do PT, Rogério Carvalho (SE);
- o líder do MDB, Eduardo Braga (AM);
- o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB);
- o líder do PSB, Cid Gomes (CE);
- o líder do PDT, Weverton Rocha (MA);
- o líder do Podemos, Carlos Viana (MG);
- o líder da maioria, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- a líder do bloco parlamentar PSD-PSB, Eliziane Gama (PSD-MA);
- e a líder da bancada feminina, Leila Barros (PDT-DF).