Abin de Lula já conversa com 13 estados sobre parceria em inteligência
Gestões estaduais podem aderir ao Sistema Brasileiro de Inteligência para realizar ações conjuntas de combate ao crime e em outras frentes

Em setembro do ano passado, o presidente Lula assinou um decreto reformulando o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin.
Além de organizar os órgãos federais de inteligência, o decreto abriu caminho para uma cooperação mais intensa com governos estaduais na área de inteligência.
Nove meses após o decreto, metade dos estados do país já demonstrou interesse em entrar no Sisbin para promover ações de inteligência coordenadas.
As mudanças vieram na esteira das notícias de que a gestão de Jair Bolsonaro teria promovido o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, para, segundo investigações da Polícia Federal, espionar desafetos do bolsonarismo. No início deste ano, a PF inclusive realizou uma operação na esteira dessas apurações e mirou alvos ligados ao serviço secreto.
A Abin tem uma agenda lotada de missões neste terceiro mandato de Lula. Cuida, por exemplo, do monitoramento de ameaças e na organização de grandes eventos, como o encontro do G20 no Rio de Janeiro, o encontro do Brics e a COP-30, no próximo ano, em Belém.
Também são temas prioritários para a Abino apoio ao combate a crimes em áreas indígenas na Amazônia e o acompanhamento do processo de eleições municipais.