A inesperada ajuda de Lula a Bolsonaro
Governo petistas produz o primeiro fato positivo para o ex-presidente numa semana marcada pelos ataques terroristas do bolsonarismo
A abertura do primeiro decreto de sigilo de 100 anos de Jair Bolsonaro no Planalto revela a falta de transparência e inteligência política do ex-presidente, ao negar acesso a dados tão banais, mas não mostra, num primeiro momento, nada sobre crimes e eventuais desvios. Chega a ser uma ação positiva ao ex-mandatário que vive grave escrutínio por ter incentivado os ataques terroristas do fim de semana.
As visitas recebidas por Michelle Bolsonaro mostram algo óbvio, que poderia ter sido exibido ao público a qualquer momento na gestão passada: ela recebia pessoas próximas, amigos e figuras do círculo de amizades presidencial. Não há, no material até agora exibido pelos jornais, nada que desabone a ex-primeira-dama. Ao contrário.
Chega a ser uma situação curiosa: o petismo, na missão de lançar luz sobre os esqueletos bolsonaristas, pode acabar referendando, como no caso em questão, a devida regularidade de comportamento do ex-mandatário, autoritário ao negar publicidade a dados do governo, é verdade, mas só.
Ainda é cedo para afirmar que ficará só nisso, dado que outros sigilos podem revelar desvios e abusos nada inocentes na conduta de Bolsonaro, mas o que veio a público por ora só permite esta constatação.






