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Por Victor Irajá
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Casamentos no setor privado e desavença na política definem a semana

Fusão entre Arezzo e Soma, além de parceria entre bancos, evocam clima de harmonia em negócios

Por Felipe Erlich
Atualizado em 10 fev 2024, 10h22 - Publicado em 10 fev 2024, 10h06

VEJA Mercado | Fechamento da semana | 5 a 9 de fevereiro

Aproximações entre diferentes empresas do setor privado têm mexido com o humor do mercado. No segmento de vestuário, a Arezzo e o grupo Soma assinaram um acordo de fusão que resultará num mega grupo de 34 marcas, faturamento de 12 bilhões de reais, 22 mil funcionários e duas mil lojas físicas no país. Se a negociação for aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), estima-se que a nova companhia terá um valor de mercado de 13 bilhões de reais, inferior apenas ao da Renner no segmento, de 15 bilhões de reais. O hoje presidente da Arezzo&Co, Alexandre Birman, deve comandar o grupo a ser criado, cujo nome ainda não foi escolhido.

Já no setor bancário, uma parceria relevante promete retirar a Cielo, empresa de maquininhas de cartão, da bolsa de valores. O Bradesco e o Banco do Brasil divulgaram que vão comprar todas as ações remanescentes da companhia em uma oferta pública de aquisição (OPA). O presidente do banco privado, Marcelo Noronha, selou a harmonia entre os dois concorrentes durante fala à imprensa. “A gente gosta do sócio. Aparentemente eles gostam da gente”, disse na quarta-feira, 7. Hoje o Bradesco detém pouco mais de 30% da Cielo, enquanto o BB controla quase 29% dos papéis da companhia. A estatal deve chegar a até 49,99% do total de ações, deixando as demais para seu concorrente privado.

Os matrimônios recentes entre empresas, dos mais casuais aos mais sérios, contrastam com um clima de desentendimento persistente acerca da política econômica discutida em Brasília. Não há consenso sobre a desoneração da folha de pagamentos, que estremece a relação entre o Executivo e o Congresso. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfim reconheceu a necessidade de retirar a proposta de sua MP (medida provisória) e apresentá-la novamente, agora em projeto de lei, para que possa ser melhor discutida. No entanto, uma reunião entre o ministro e deputados governistas para tratar do tema deve que ser desmarcada de última hora dada a posição de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, sobre o tema. A desoneração não pode “retroceder” sem um amplo diálogo com todo o parlamento, disse Lira na abertura do ano legislativo, na véspera da reunião que não ocorreu.

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Em São Paulo e longe dos atritos políticos, a bolsa brasileira teve uma alta pouco expressiva no acumulado da semana, de 0,66%. Dados vindos dos Estados Unidos animaram os investidores na sexta-feira, 9, quando a inflação no país para dezembro do ano passado foi corrigida de 0,3% para 0,2%. O fato auxilia na queda de juros em solo americano e desvaloriza ativos de renda fixa no país — tornando  a bolsa mais atrativa. Em meio a isso, o dólar recuou 0,13% na semana, indo da cotação de 4,99 reais para 4,95 reais. Também foi destaque no mercado a divulgação dos resultados do Bradesco e Banco do Brasil. O banco privado teve lucro de 16,3 bilhões de reais em 2023, uma queda de 21,2% no ano — de modo que o número veio inclusive acompanhado de um plano para impulsionar o negócio. Já o concorrente público lucrou 35,5 bilhões no período, uma alta de 11,4%.

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