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Olhares Olímpicos

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O blog da redação de VEJA na Olimpíada

A torcedora-mãe do judô

Nervoso e agitação durante a prova é de família: Delza Campos, mãe da técnica Rosicleia, não para um minuto na arquibancada

Por Cecília Ritto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 ago 2016, 13h08 • Atualizado em 30 jul 2020, 22h08
  • Sabe a Rosicleia Campos, técnica da seleção feminina de judô famosa pelos gritos e gestos à beira do tatame? Pois tem a quem puxar: a mãe, Delza, 76, é igualzinha. A cada disputa, comenta, fala alto, dá dicas de golpes, se emociona. “Chorei muito na segunda-feira, foi lindo ver o ouro”, disse, sobre o pódio de Rafaela Silva, depois de tomar um calmante. Católica praticante, tinha até feito promessa — que agora vai ter que cumprir — se o ouro viesse: enfeitar toda a igreja que frequenta, no bairro do Flamengo, Zona Sul. Ela adianta também que a filha vai cortar o cabelo e doar a pacientes de câncer. Essa foi a promessa dela em caso de vitória.

    Pouco antes da Olimpíada de Londres, Delza fez um curso de informática só para poder acompanhar os campeonatos online pelo ipad que ganhou de Rosicleia. No Rio, não precisa da internet. Tem ingresso para ver ao vivo todas as disputas das judocas brasileiras, que ela chama pelo diminutivo – Sarinha, Eriquinha, Rafinha. Delza já separou um longo preto para a festa de comemoração se tudo correr bem para a equipe.

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