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Filha de Faustão, Lara fala sobre carreira musical e do pai: “Desafio”

Em entrevista a VEJA, cantora de 26 anos se prepara para lançar 'No Mundo da Lua', seu primeiro álbum -- enquanto lida com a internação do apresentador

Por Bárbara Bigas 28 ago 2025, 09h00

Dos três filhos de Faustão, Lara Silva – ou LARA, como costuma se apresentar – é a única que adentrou o meio musical. Filha do apresentador com a artista plástica Magda Colares, a jovem de 26 anos começou oficialmente sua carreira em 2023, com o EP Faíscas, de seis faixas, que apresentou ao mundo sua sensibilidade artística e potência vocal. Neste ano, a cantora se prepara para um lançamento de um trabalho ainda mais introspectivo do que o anterior, conforme revelou em entrevista a VEJA, em meio a um momento delicado em sua vida familiar: seu pai está internado desde maio no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e passou por transplantes de rim e fígado recentes.

O álbum completo No Mundo da Lua chega às plataformas de streaming em 29 de agosto e propõe um mergulho nas emoções da artista. Para isso, se vale de referências visuais que vão desde a figura grandiosa da lua até o ambiente íntimo de uma casa e brinca com a ambiguidade de sentimentos que vêm de um lugar pessoal mas que podem ser, ao mesmo tempo, universais. Na entrevista a seguir, a cantora compartilha mais sobre inspirações, as influências da família em sua carreira e sobre conciliar a rotina de lançamento com os desafios de saúde do pai.

Confira: 

Você afirmou que “No Mundo da Lua” vem de um lugar mais pessoal e íntimo. O que a levou a usar essa nova abordagem? Eu senti que estava desconectada da minha própria intuição antes de começar o álbum. E eu sabia que eu precisava trabalhar muito nisso para conseguir ter a liberdade e a confiança de compor e de escrever de um lugar que me desafiasse mais, que fosse de um lugar mais íntimo. E a maturidade traz isso, essa confiança e essa independência de você saber tomar sua próprias suas próprias decisões e de realmente exercer a prática de ouvir sua própria intuição. Seguir esse instinto artístico é de extrema importância e não é uma coisa fácil. É uma prática mesmo. E o processo desse álbum me ensinou muito isso, porque eu vejo que consegui criar de um lugar mais desafiador, mas também muito mais gratificante, porque assumir riscos é também um jeito de deixar a vida acontecer. A vida precisa de coragem para seguir, para as coisas se desenrolarem.

Ter um pai apresentador e uma mãe artista ajudaram, de alguma forma, na sua desenvoltura dentro do campo da música? Com certeza. Por mais que sejam carreiras completamente diferentes, eles sempre me motivaram a ter um apreço pela cultura, para arte e isso fez com que eu moldasse o senso artístico que eu tenho hoje. Eu sei que a visão artística que eu tenho é muito independente, mas a base foi influenciada completamente pelo apoio deles e pela forma como os dois sempre me motivaram a estudar música, estudar arte e ter esse apreço pela cultura. 

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Seu pai enfrentou alguns desafios de saúde nos últimos tempos, entre transplantes e internações. Como você tem mantido a sua rotina como artista nesse momento delicado? Eu acho que a vida tem muito disso, de você ter situações contrárias acontecendo simultaneamente. Coisas incríveis acontecendo ao mesmo tempo que uma situação muito mais delicada. Acho que o desafio é saber dividir a sua atenção e o emocional para enfrentar tudo de uma vez. Eu conto muito com meus amigos e com a minha família, que sempre são uma rede de apoio importantíssima nesses momentos mais frágeis.

A música Quase Tudo se Encaixa tem um trecho em que você canta que, desde que você nasceu, as pessoas escapam de você. Ao que você atribui esse sentimento? Ter crescido de alguma forma próxima desse meio artístico e televisivo tem a ver com isso? Eu quis que esse fosse o primeiro single a ser lançado porque eu acho que a temática dele diz muito sobre de onde esse álbum veio. E veio de um sentimento e da memória que eu tenho de criança que nunca sentiu que pertencia, seja em casa ou em outros grupos. Tem uma estranheza, um olhar de fora que me acompanha desde pequena e durante o processo de criação das músicas, eu sinto que fiz as pazes com esse estranhamento. Eu não vejo a necessidade e nem a vontade de querer mudar isso. Eu entendi que é uma parte de quem eu sou. Então, No Mundo da Lua é muito sobre aceitar esse senso de solidão que vem com não sentir que você faz parte das coisas.

Como é o incentivo da sua família em relação à sua carreira? Já recebeu alguma lição ou conselho que leva com você até hoje? A minha família sempre me apoiou muito. A minha mãe e o meu pai são super críticos, e para mim é muito importante ter a perspectiva deles. Mas ao mesmo tempo eu acho muito importante eu saber tomar minhas próprias decisões, até porque a gente tem carreiras muito diferentes. Não tem ninguém na minha família que trabalhe com música. Então eu sempre quero ter opinião deles, só que eu sei que no final do dia, a visão artística é minha e as decisões têm que partir de mim.

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Você lançou seu primeiro EP em 2023 e agora, em 2025, vai lançar um disco. Algo mudou daquela fase para a atual? Com certeza. Eu sinto uma evolução muito grande, como artista, como vocalista, como compositora e é o que eu almejo para todos os projetos do futuro. Eu quero estar sempre melhorando e tenho certeza que esse álbum é uma evolução. Sinto que eu estou muito mais confiante como artista, muito mais segura de mim mesma e espero que o público possa sentir isso também.

Você já revelou que gosta de produzir músicas mais abstratas e com poucos elementos. O que pensa sobre o futuro desse tipo de música na era dos streamings, TikTok e charts? Eu acho que essas novas tecnologias e novos formatos de se consumir música vão trazer novos desafios que a gente ainda está aprendendo a lidar, mas eu ainda acredito que música e qualquer trabalho artístico feito de um lugar genuíno e verdadeiro ultrapassa qualquer obstáculo, porque no final do dia é uma coisa humana. A gente quer se conectar com o outro e pertencer. Acho que isso é uma das coisas que todo mundo busca, todo mundo quer se ouvir em alguma música, se ver em algum quadro ou algum filme. Queremos nos sentir conectados, porque o mundo é muito grande e pode ser um pouco difícil de encontrar o seu lugar. Mas quando você tem essa conexão, que eu acho que qualquer trabalho artístico propõe, isso mostra que, por mais que cada um tenha sua individualidade e suas diferenças, a gente pode contar com a arte para achar esse ponto de encontro, de entender que a gente não é tão diferente assim. 

Entre tons mais fechados, cores neutras e roupas vintage, de onde vêm as referências estéticas do seu novo disco? Muitas das referências visuais eu tirei de filmes que eu via na minha infância, tipo Jardim Secreto, A Princesinha e O Pequeno Príncipe. Tem muitos visualizers que eu mesma desenhei, porque eu queria esse contraste da cena da lua com o cenário da casa. Foi um desafio e uma alegria muito grande construir essas imagens. Eu levo muito a sério essa parte do audiovisual e é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Trabalhei com uma equipe muito talentosa e estou muito animada, espero que a gente consiga oferecer uma experiência imersiva do álbum para a galera realmente ver esse mundo que a gente criou nas músicas.

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