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Por Felipe Branco Cruz
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Ana Castela, estrela do ‘agronejo’: ‘Hoje quem manda é a mulher’

Prestes a estrelar na novela 'Terra e Paixão' em participação especial, ela fala a VEJA sobre parceria com Chitãozinho e Xororó e carreira em ascensão

Por Amanda Capuano
Atualizado em 25 out 2023, 16h19 - Publicado em 28 jul 2023, 13h44

Aos 19 anos de idade, a cantora Ana Castela emprestou a voz potente para a versão de Sinônimos, clássico de Chitãozinho e Xororó que embala a abertura da novela Terra e Paixão. Famosa por unir o funk e o pop ao sertanejo, resultando no subgênero conhecido como agronejo, a boiadeira caiu nas graças do público com o hit Pipoco, parceria com a também jovem Mc Melody. Em alta na indústria musical, Ana fará uma participação especial na novela nessa sexta-feira. Em entrevista a VEJA, a cantora falou sobre a parceria com os gigantes do sertanejo, a carreira em ascensão e opinou sobre o conservadorismo no campo. Confira a seguir:

Você está no início da carreira, e já emplacou música na abertura de uma novela das 9 da Globo ao lado de Chitãozinho e Xororó. Como tem sido essa experiência? É um momento muito marcante e especial na minha carreira cantar na abertura da novela com dois gigantes da música, como Chitãozinho e Xororó. Eles são pessoas maravilhosas, mais ainda pessoalmente do que eu imaginei que seriam.

A fama repentina a assustou? Não só assustou como ainda assusta às vezes. O mundo da música é muito complicado, tem muita gente invejosa. Quando aparece alguém novo, você nunca sabe se a pessoa quer realmente seu bem ou só tem interesse.

Você é do campo, mas não canta um sertanejo tradicional. De onde surgiu a ideia de unir o agro ao funk e ao pop? É o que eu escuto. Ouço muito funk, sertanejo. Adoro Marília, Henrique e Juliano, Luan Santana, Anitta, Luisa Sonza, pagode também. Escuto de tudo, então foi algo que veio naturalmente. Sempre falei do que eu gosto. A gente viu que deu certo em Pipoco aí mudamos um pouco, lançamos depois um reggaeton e o pessoal gostou. Vai ser assim por enquanto, um funknejo, depois um mais sertanejo.

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Ana Castela ao lado de Chitãozinho e Xororó no evento de lançamento da novela Terra e Paixão (Reginaldo Teixeira/TV Globo)

Sua geração fala muito sobre empoderamento feminino. O que busca passar para as mulheres com a sua música? Eu sempre quis passar que mulher pode fazer o que quiser, trabalhar com o que quiser. Nesse mundo hoje quem manda é a mulher, o pessoal querendo ou não. Sempre falo nas músicas que você não precisa depender de um homem ou de alguém para ser quem você quer ser. É claro que a ajuda das pessoas que nos amam é necessária para crescer. Meu pai, por exemplo, está do meu lado 24 horas por dia.

Como foi sua infância no campo? Eu sempre vi meu pai mexendo com gado, mas ele não deixava eu fazer nada quando era pequenininha. Com certa idade comecei a ir mais na fazenda, gostar da coisa. Foi aí que meu pai e meus tios começaram a me ensinar a fazer as coisas. Nessa de mexer com gado, comecei a fazer vídeo em cima do cavalo e o pessoal me descobriu.

Você é muito ativa nas redes sociais, como é sua relação com a Internet? Eu não sei ser blogueira. Não sei fazer esses vídeos bonitinhos e também sou muito preguiçosa. Mas quando é pra postar coisa sem sentido, umas coisas boba que ninguém espera, aí eu sou boa. E me ajuda muito com meu trabalho, a lançar música.

Há alguns meses você compartilhou uma imagem no dia internacional contra a homofobia falando que amor é amor. O interior ainda tem essa imagem de ser muito conservador. Acha que pode ajudar a mudar isso? Com certeza. Tem muita gente no meu Instagram que não vê essa questão como eu vejo. Meu pai, antes de eu começar a cantar, era um. Sabe como é, ele é um homem velho que viveu de forma totalmente diferente. Mas aí ele começou a ver como é o mundo hoje em dia, conhecer as pessoas LGBT que trabalharam com a gente, que estão ao nosso redor, e mudou totalmente o pensamento que ele tinha no começo. Hoje ele já tem outra visão, e minha mãe também. Acho que a música ajuda a abrir a cabeça das pessoas.

Apesar dos pontos positivos, as redes também têm sempre muitos ataques e críticas. Tem medo do dito cancelamento? Eu não só tenho, como já fui cancelada — por fake news ainda, coisas que eu nem fiz. Mas o pessoal acredita no que quer. Eu sou uma pessoa muito boca aberta, falo qualquer coisa a qualquer momento, então tenho um pouco de medo às vezes.

E o que você almeja para o futuro? Eu quero levar as minhas músicas para mais longe ainda. Mostrar que a Ana Castela também pode cantar sertanejo sofrência, não só um tipo de música, que é o agronejo, mas que eu posso entrar no mundo do sertanejo mesmo. Também quero levar minha música para fora do país.

 

 

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