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O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Um gigante chamado Leonardo

Ideal do Homem Vitruviano

Por Maria Helena RR de Sousa
4 Maio 2019, 11h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h46
  • Leonardo da Vinci nasceu numa pequena aldeia perto de Florença em 15 de abril de 1452. Seu pai era um tabelião e sua mãe uma aldeã de família muito modesta. O pai não quis registrar o menino que por isso recebeu apenas o nome da mãe e foi registrado como Leonardo di San Piero da Vinci.

    Eu não sei, nem ninguém sabe, se ainda teremos outro ser humano como Leonardo da Vinci entre nós. O que eu sei, e devo esse saber a Leonardo, é que “Aprender é a única coisa que não exaure a mente, nem a faz temer ou deplorar”.

    Ao estudar o Homem Leonardo, vemos que ele era abertamente homosexual, numa época em que a sodomia era um crime. Vaidoso, usava roupas diferentes das de seus contemporâneos. Era canhoto, o que também incomodava os superticiosos, que eram muitos. Homem bonito, Leonardo é a representação ideal do Homem Vitruviano, o desenho do homem nu em pé dentro de um círculo e de um quadrado, com o corpo de proporções perfeitas.

    Amável, simpático, gostando de conversar e de conhecer intimamente as pessoas com quem lidava em seu dia a dia, Leonardo era figura querida tanto em Florença quanto em Milão.

    Seu grupo de amigos incluía artistas, matemáticos, arquitetos, dramaturgos, engenheiros, poetas, desenhistas e cientistas.

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    É inacreditável, ou quase, saber que o mundo teve Leonardo e Michelangelo como contemporâneos, tendo poucos anos de diferença entre eles. Por serem homens brilhantes e grandes artistas, é de se supor que fossem bons amigos. Nada mais distante da verdade: havia uma animosidade muito forte entre eles.

    Com estilos de vida absolutamente diferentes, Leonardo sociável, popular e aceitando plenamente sua condição sexual e Michelangelo sofrendo por sua condição, que ele mesmo chamava de agonia e êxtase, o que o levou a viver quase como um recluso. Os estilos artísticos também eram muito diferentes e só o que os unia era a genialidade que saltava aos olhos de todos.

    Leonardo, como todo filho bastardo daqueles dias, não aprendeu a ler na escola. Foi uma criança curiosa e que por sua natural simpatia acabou fazendo bons amigos em todas as classes sóciais da Toscana de sua época, aprendendo sempre com todos com quem convivia.

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    Fascinado com os movimentos das águas e dos ventos estudava as correntezas do rio Arno e até morrer ainda desenhava espirais baseadas nos ventos e nos redemoinhos e fazia contas tentando reproduzir em seus desenhos as espirais perfeitas.

    Deixou páginas e páginas com desenhos das pequenas rajadas de ar que tanto amava e que ele descobriu ser o que mantinha as aves planando ou voando. Arte e ciência irmanadas na mente desse gigante chamado Leonardo para quem o saber era fundamental.

    Os 500 anos da morte de Leonardo me levaram a pensar muito nele e a escrever este texto. Mas confesso que esse não foi o leit motif e sim a infelicidade do Brasil atual no que se refere ao seu Ministério da Educação.

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    Quais são os planos para a educação dos nossos escolares? Saber ler e escrever e dominar as quatro operações e mais nada? E se entre essas centenas e centenas de crianças houver um gênio prestes a eclodir e a enriquecer o Brasil?

    Perderemos essa chance ou vamos nos consolar em ter pessoas de poucas luzes, exatamente como o atual governo parece sonhar? É bom lembrar do que um dia escreveu Leonardo da Vinci: “O ferro enferruja com o desuso; a água perde a pureza com a estagnação; e a inação suga o vigor da mente”.

    Saber não ocupa espaço…

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    Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa é professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.  

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