Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: VEJA por apenas 5,99
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Psicanálise e Política

Psicanálise da Vida Cotidiana

Por Carlos de Almeida Vieira
9 out 2019, 12h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h23
  • A psicanálise, desde os tempos de Freud, é um método de tratamento, uma teoria da personalidade humana e um modo científico de investigação da mente. Questiona-se sempre se é um tratamento, no modelo médico. Penso que não. A experiência analítica se faz dentro de um “setting” próprio, numa relação analista-analisando modelado pelo fenômeno da Transferência, da relação dual, vivida no aqui e agora da sessão. Digo, vivida na medida em que não é uma experiência intelectual, é uma vivência emocional permeada de sonhos, atos falhos, associação livre, atenção flutuante e experiência estético-artística no sentido de apreender a realidade psíquica. É óbvio que tem um fundo político, na medida em que implica pensar questões relativas à ética e a relação intrapsíquica (ética interna) e extra-psíquica, relação com as pessoas e o mundo.

    Gostaria de enfatizar nesse meu escrito que uma coisa é a “experiência clínica”, que define a psicanálise; outra coisa é a aplicação de conceitos e de modo de ver o mundo através dos conceitos psicanalíticos. Psicanálise não é um partido político, muito embora, os psicanalistas tenham suas idéias próprias e sejam até filiados a facções políticas. O saber psicanalítico pode e deve ser aplicado em áreas sociais, na educação, no serviço social, nas escolas, nas creches, nos hospitais em geral, nas relações médico-paciente e na política. Isso é aplicação subsidiada pelas pesquisas psicanalíticas; psicanálise sim, é o fenômeno de se passa dentro de um consultório respeitando sua técnica e seu objetivo de pesquisar o funcionamento mental do analisando, pensá-lo, no sentido de experiência emocional, para proporcionar menos sofrimento, menos angústia do ser-no-mundo. Isto é também válido para os dois, é de se esperar que cresçam tanto o analisando com o analista.

    Nesse nosso tempo de turbulência social, de uma demanda para se suportar melhor a angústia de uma pessoa e da sociedade, tem se propalado uma urgência de acolhimento humano. Aí surgem as técnicas psicoterápicas, as psicoterapias breves, grupais, e até o que se convencionou de “psicanálise na rua”. Precisamos ter cuidado, bastante cuidado, para não confundir essas medidas alternativas com a psicanálise propriamente dita. É necessário distinguir prática de apoio, aconselhamentos, escuta de urgências psicopatológicas, mesmo por psicanalistas, da prática da psicanálise em sua essência de método, técnica e condições mínimas necessárias.

    Corremos o perigo de “banalizar” a Psicanálise! Claro que os analistas podem e devem ter uma função social, mas diferenciando que, uma coisa é aplicação da psicanálise, outra é psicanálise. Vivemos um momento difícil, mas rico, no sentido de nós, psicanalistas termos um compromisso social e político, mas não se pode generalizar qualquer prática como Psicanálise. Temos de cuidar do legado que Freud nos deixou, sem desvirtuar a essência das condições necessárias para o encontro analítico.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.