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O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os três tipos de campanha

O desafio é encontrar fontes críveis dispostas a atestar qualidades de candidatos.

Por Gaudêncio Torquato
26 ago 2018, 14h00 • Atualizado em 26 ago 2018, 14h00
  • No início de setembro estaremos submetidos a uma bateria de mensagens eleitorais, em três vértices: a) glorificação de candidatos, com ênfase no “EU”, cujo mote é: “eu fiz, eu faço, eu farei”; b) demonização do ELE para desconstruir adversários, com o argumento do despreparo, da ameaça ideológica/retrocesso que ele representa; c) administração de alta rejeição e o esforço quase desesperado para reverter posição aferida por pesquisas, garantida pela assertiva: neste fulano não voto de jeito nenhum.

    Além da programação às 13 horas e às 20:30, os eleitores serão submetidos a spots publicitários pelo rádio e TV, que pegam o eleitor desprevenido e, por serem breves, têm o condã o de gerar predisposição positiva sobre o candidato. Mas o ambiente devastado da política é antídoto contra qualquer tentativa de melhorar a imagem dos protagonistas.

    Analisemos as correntes. A primeira, de autoglorificação, integra o cenário do Estado-Espetáculo, tendo atingido o auge sob o bastão de Duda Mendonça, cujas campanhas entoavam o refrão “fulano fez, fulano faz, fulano fará”. Prometia ação, não discurso, mexendo com o sistema cognitivo de um eleitor saturado de blá-blá-blás. Teria efeito hoje? Ante o fogo que se alastra, consumindo os últimos resquícios da imagem de governantes, isso é um tiro no pé.

    O desafio é encontrar fontes críveis dispostas a atestar qualidades de candidatos.

    O segundo eixo é o do ataque a adversários, desconstruindo o perfil para inseri-lo no rol de ameaças. É um estilo criado na revolução francesa de 1789, quando os jacobinos produziram um manual de combate político com injúrias, calúnias e gracejos que acendiam instintos primitivos das multidões. Os EUA detêm a referência maior da propaganda agressiva, mola da campanha negativa.

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    Lyndon Johnson, candidato democrata a presidente em 1964, foi o primeiro a pagar anúncios para desmoralizar o rival Barry Goldwater. Uma menina no campo desfolhava pétalas de margarida e as contava uma a uma; chegando ao dez, uma voz masculina rever­tia a contagem. Na hora do zero, sob um ruído ensurdecedor, via-se na tela a nuvem de cogumelo da bomba atômica e a voz de Johnson: “Isto é o que está em jogo – construir um mundo em que todas as crianças de Deus possam viver ou, então, mergulhar nas trevas. Cabe a nós amar uns aos outros ou perecer”. Em nenhum momento se mencionava Goldwater. O republicano foi massacrado.

    A terceira vertente foca a rejeição, que não se apaga da noite para o dia. Quando a rejeição é maior que a intenção de voto, urge providenciar a ambulância para entrar na UTI. Ou morrerá nas primeiras semanas do segundo turno.

    A rejeição pode ser menor se o candidato for fundo nas causas, enfrentar o problema sem firulas e desistir de velhos hábitos. Mudar com equilíbrio. Cuidado com mudanças bruscas, segundo a velha lição: não ganha força a planta frequentemente transplantada.

    Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político 

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