Os amigos de João Doria (PSDB) dizem que ele hesita diante de três planos: o A de Alvorada (palácio) , o B de Bandeirantes (palácio) e o C de capital (prefeitura). Dentro de casa, entre os mais íntimos, Doria admite aos cochichos que seu plano preferencial continua sendo o A.
O plano C de prefeitura está descartado. O B é aquele que anunciará em breve, antes mesmo de derrotar nas prévias do seu partido os demais que compartilham o mesmo plano. Essa etapa ele dá por vencida desde já. A próxima dependerá de Geraldo Alckmin.
Doria tem defendido a candidatura de Alckmin à sucessão do presidente Michel Temer porque não poderia agir de outra maneira. Seria acusado de desleal, traidor. E tal pecha costuma grudar em quem dá motivos de sobra para merecê-la.
Mas ele continua sem acreditar que Alckmin chegará a meados deste ano com um confortável índice de intenção de voto. A Lava Jato dará as cartas até lá, o que obstrui as chances de crescimento dos aspirantes à vaga de Temer.
Entrará em campo a disputa pela Copa do Mundo, que distrairá o distinto público nos meses de maio, junho e julho. Os candidatos só poderão pôr a cara na televisão depois de 15 de agosto. Por que antes disso decolariam?
Se Alckmin não decolar, ele, Doria, aceitará de bom grado o desafio de enfrentar Bolsonaro, Ciro, Marina e quem mais vier. Sua pré-campanha rumo ao Palácio dos Bandeirantes (o plano B) servirá de esquente – quem sabe? – para a campanha ao Palácio da Alvorada (o plano A).
Se tudo der certo, ele se oferecerá como “o novo” que Luciano Huck desistiu de ser.





