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O baião jazz da sanfoneira grega Magda Giannikou (por Flavio de Mattos)

Música

Por Flavio de Mattos
6 mar 2020, 13h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h07
  • Uma nova geração de artistas de jazz vem descobrindo a música brasileira, para além da bossa nova. Muitos desses novos talentos têm surgido no Berklee College of Music, de Boston, a grande universidade americana do jazz. A reunião de estudantes do mundo inteiro proporciona um rico intercâmbio entre diferentes culturas musicais. Um exemplo disso é a Banda Magna, liderada pela multinstrumentista Magda Giannikou.

    Nascida em Atenas, em 1981, Magdalini Giannikou é pianista, acordeonista, cantora, compositora, arranjadora, produtora e o que mais puder fazer no campo musical. Filha de uma professora de piano, ela começou a estudar música já desde muito pequena. Graduou-se em piano clássico e composição no Conservatório Nacional da Grécia e fez uma especialização em jazz no Instituto Nakas, em Atenas.

    O jazz era uma paixão que ela adquiriu com o pai. Apesar de não ser músico, ele tinha uma coleção fantástica de jazz e músicas de todo o mundo. Foi em casa que ela conheceu a música brasileira, e não só Tom Jobim e João Gilberto, os mais tocados no mundo inteiro. Seu pai ouvia ainda Ary Barroso, Dorival Caymmi e, surpreendentemente, Luiz Gonzaga.

    Magda Giannikou já era um sucesso em seu país, escrevendo músicas para cinema, teatro e programas infantis de televisão, quando resolveu mudar-se para os Estados Unidos. Ela foi completar seus estudos em jazz e música para cinema, em Berklee. Nessa universidade de Boston, ela conviveu com músicos italianos, colombianos, argentinos, brasileiros, japoneses e de várias nacionalidades.

    Quando se formou, em 2010, Magda Giannikou fixou-se em Nova York e ali reuniu alguns de seus antigos amigos de Berklee e montou a Banda Magda. O som do grupo, traz uma mistura de jazz e clássico, temperado com as influências dos ritmos brasileiros, da cumbia, do tango, da chanson francesa, além das raízes gregas de Giannikou.

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    Aliás, fundamental na sonoridade do grupo é o acordeom tocado por Magda. Dedicada sempre ao piano, ela descobriu o acordeom em uma de suas férias na Grécia. Em visita à antiga casa da família, ela ficou fascinada em ouvir as melodias gregas tradicionais entoadas pela avó, com aquele instrumento. Era como se ouvisse o acordeom pela primeira vez. A partir daí passou a dedicar-se a seu estudo e o incorporou ao som da banda.

    Magda Giannikou canta e compõe em seis idiomas, mistura linguagens musicais e idiomas. Compõe samba em francês, como o que dá título ao primeiro álbum da Banda Magda, Amour, t’es là?, de 2013. Canta em italiano, a composição de Vinícius, Toquinho e Sergio Bardoti Senza Paura, e em português, interpreta Doralice, peças que estão no álbum Yerakina, de 2014. No álbum Tigre, de 2017, a grande surpresa é sua recriação para o baião Vem Morena, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas.

    No vídeo a seguir temos a Banda Magda em uma versão ao vivo de outro tema de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, Sabiá.

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    Flávio de Mattos é jornalista e escreve aqui sobre jazz a cada 15 dias. Dirigiu a Rádio Senado. Produz o programa Improviso – O Jazz do Brasil, que pode ser acessado no endereço: senado.leg.br/radio  

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