É grande o desespero de pelo menos três ministros que se sentem ameaçados de perder o emprego – um, devido à birra do presidente da República, os outros dois à pressão de parte dos seus colegas de governo para que sejam defenestrados.
A possível vítima da birra é o ministro Sérgio Moro, da Justiça, que desagradou a Bolsonaro quando tentou reverter a decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, que emperrou os processos da Lava Jato.
A decisão beneficiou o senador Flávio Bolsonaro, metido em rolos fiscais. Mas também Carlos Bolsonaro, que teve seu sigilo bancário quebrado. Sem falar de Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio. (Por sinal, onde está Queiroz?)
Se dependesse da ala militar do governo, Moro não perderia o emprego. Foi para reforçar seu apoio entre os de farda que Moro celebrou o Dia do Soldado postando nas redes sociais uma foto onde aparece marchando no seu tempo de soldado do Exército.
Os dois ministros que poderão ser vítimas do pragmatismo de Bolsonaro são o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Por motivos já fartamente demonstrados.







