Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 1,99
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

À direita, volver

Campanha eleitoral reúne o maior número de candidatos militares

Por Gaudêncio Torquato
13 ago 2018, 13h00 • Atualizado em 13 ago 2018, 13h00
  • O dado merece boa reflexão: a campanha eleitoral reúne o maior número de candidatos militares dos tempos de redemocratização – 90. Chama a atenção também a quantidade de convocados para as chapas majoritárias estaduais. Em São Paulo, tenentes coronéis comporão como vices as chapas do governador Márcio França (PSB) e do empresário Paulo Skaf (MDB). No Paraná, a governadora Cida Borghetti (PP) terá como vice um coronel aposentado da PM.

    O que significa? Algumas hipóteses. Primeiro, o ambiente de deterioração da política, pois a lama da corrupção escorre e afoga protagonistas da política, da burocracia estatal e da iniciativa privada. O mensalão e o petrolão (Lava Jato), as duas operações que ganharam projeção, plasmam a imagem destroçada de representantes, governantes, executivos e empresários. Pôr ordem na bagunça é o apelo embutido no apoio aos militares, que assumem conotação de profissionais sérios, vida pacata e corajosa no combate ao crime, que se expande pelo país.

    O perfil do militar entra na moldura cívica do país quando a sociedade se mostra indignada com a velha política. Puxá-los para a seara eleitoral seria um esforço dos políticos para conferir assepsia aos partidos – desacreditados – e oxigênio às chapas. A hipótese explica a ascensão do protagonista militar que impacta a paisagem: Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército.

    Criticado durante 30 anos de mandato, conhecido por frases fortes, algumas machistas, homofóbicas e xenófobas, Bolsonaro não figurava entre os representantes respeitados da Câmara. Alçou o andar de cima na esteira do clamor social. De repente, seu discurso folclórico ganhou aplausos pelos conceitos a ele atribuídos: “Bandido bom é bandido morto”; “policial bom é aquele que dá tiros, que mata”.

    O capitão, cuja vida militar foi marcada por episódios vexatórios – acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE) – vira antídoto às coisas ruins da política e de contundente guerreiro contra o PT. Com o status de opositor principal ao lulo-petismo, energiza militantes nos aeroportos, sob o grito de “mito”.

    Continua após a publicidade

    Para arrematar a posição ultraconservadora, de modo a sinalizar o recorte militarista, o capitão escolhe um general aposentado, Hamilton Mourão, que abre a campanha atribuindo ao negro a “malandragem” e ao índio a “indolência”, traços de nossa miscigenação cultural. Os dois militares aposentados do Exército, na chapa presidencial, e os coronéis da PM, nas majoritárias nos Estados, fora tantos outros nas proporcionais, constituem um fenômeno da contemporaneidade política.

    O arco ideológico exibe fortes traços à esquerda, com o PT e extensões. Abriga também espaçoso habitat do centro e suas proximidades, mas o fato novo é o adensamento da extrema direita, até então meio escondida. Agora, seus simpatizantes aplaudem o lema: “à direita, volver”.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.