O mais tradicional restaurante “político” de Brasília fechou. Palco de centenas de articulações políticas, não sobreviveu à crise do novo coronavírus. O fechamento da casa foi ainda justificado pela insensibilidade dos bancos. Provavelmente por não dar crédito aos seus donos para manter a operação. Durante anos realizei reuniões com meus clientes por lá.
E assisti, ainda como júnior na cidade, aos conchavos de Ulisses Guimarães e a turma do “poire”; Carlos Henrique com o seu terno branco nas sextas-feiras; Luiz Eduardo Magalhães e suas conversas com José Genoíno, entre outros muitos eventos. Eram tempos mais acirrados na política e menos agressivos no relacionamento pessoal. Tempos em que podíamos ainda, sem o patrulhamento atual, fumar charutos e esticar a conversa. Tomara que a morte do Piantella não seja definitiva.
Que seu fechamento seja uma espécie de conspiração que não dará certo. Mas fica a sensação de que o episódio marca o fim de uma era na política e de que, de agora em diante, nada será como antes sem aquela boa feijoada aos sábados.
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