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FHC diz ser contra adiamento das eleições: “Risco grande”

Para o ex-presidente, que defendeu candidaturas avulsas como forma de renovação política, mudança na data do pleito pode justificar adiar a disputa em 2022

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 3 jun 2020, 12h34 - Publicado em 3 jun 2020, 12h20

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, nesta terça, 2, ser contrário ao adiamento das eleições municipais deste ano. “Até entendo as razões, mas há um risco grande. É preciso calma porque pode adiar a outra (eleição) também e é o começo do fim”, declarou FHC em palestra organizada pela Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e pelo Simpósio de Direito Eleitoral do Nordeste.

Com mediação do advogado e professor André Motta, o encontro online debateu os impactos causados pelas redes sociais nas instituições democráticas e nos mecanismos de inovação para a política contemporânea.

Durante a palestra, Fernando Henrique Cardoso defendeu candidaturas avulsas como forma de renovação na política vinda de fora das estruturas partidárias organizadas. “Não sou contrário às candidaturas avulsas. As estruturas partidárias perderam a capacidade de gravitar. Então, a renovação pode vir de fora dos partidos. É preciso aceitar que a democracia é um sistema que funciona na diversidade”, observou FHC, ao destacar que o país precisa de lideranças capazes de entender a realidade atual.

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A polarização política foi citada como problema a ser superado. Segundo o ex-presidente, a pluralidade de dificuldades no Brasil exige esforços para concentrar interesses comuns. “Não podemos nos deixar engolfar pela briga política. Qualquer polarização que impede de ver os problemas reais do país, da economia e do povo é negativa”.

De acordo com Fernando Henrique Cardoso, a capacidade de liderança será necessária após a pandemia, sobretudo para combater a desigualdade exposta nas estratégias de distanciamento social. “Pede-se para ficar em casa, mas há quem não tenha condições sanitárias mínimas para ficar em casa. Não dá para manter uma sociedade que já é moderna, com certo desenvolvimento econômico, com tanta desigualdade. São necessárias políticas mais igualitárias. Então, ou olhamos para esse lado ou o Brasil não vai dar o salto necessário para ser um grande país. Um grande país inclui seu povo”.

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