A maior preocupação de Lula com 2026 não é a provável luta acirrada por um quarto mandato presidencial. Com Bolsonaro fora das urnas, duplamente inelegível e preso no âmbito do processo da trama golpista, o petista está mesmo angustiado com a disputa para o Senado entre a esquerda e a extrema direita.
“Nós precisamos agora fazer uma eleição em 2026 e eleger uma maioria de senadores. Nós temos que prestar atenção nisso. Nós temos que prestar atenção nisso. Os nossos senadores, nós temos quase todos [disputando a] reeleição. Eles, não. Eles já têm 25 senadores. Se eles elegerem 17, eles vão para 41 e vão fazer maioria no Senado”, afirmou Lula no encontro do PT.
O presidente já havia demonstrado, no início de junho, que era “preciso pegar os melhores quadros, eleger senador da República, eleger deputado federal, eleger senadora, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado, porque senão esses caras vão avacalhar com o Supremo”.
O temor do presidente tem nome e sobrenome: Alexandre de Moraes. A ideia do bolsonarismo é fazer a maioria na Casa Alta e realizar o primeiro impeachment de um ministro do STF na história.
Lula sabe que isso pode deslegitimar completamente todos os processos julgados pelo magistrado na corte, incluindo a provável condenação de Bolsonaro que levará o líder da extrema direita a uma prisão em regime fechado.
Nesta terça, 5, na ressaca da prisão de Jair Bolsonaro, interlocutores de Lula lembravam que, em 2026, além da busca pelo quarto mandato presidencial, o PT vai jogar todas as fichas no Senado para evitar uma maioria de direita no parlamento.
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