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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Moro ironiza ato contra o STF: ‘Tão loucos, mas, ainda bem, tão poucos’

Ex-ministro criticou marcha liderada pela ativista bolsonarista Sara Winter com máscaras e tochas, acusado nas redes sociais de ter inspiração racista

Por Da Redação
Atualizado em 30 jul 2020, 18h53 - Publicado em 31 Maio 2020, 11h28

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro ironizou em post feito no Twitter na manhã deste domingo, 31, a manifestação realizada por um grupo bolsonarista liderado pela ativista Sara Winter em Brasília na noite de sábado.

Intitulado “300 do Brasil”, em referência à saga do grupo de espartanos que lutou contra os persas na Grécia Antiga, o grupo, com cerca de trinta pessoas, caminhou até o prédio do Supremo Tribunal Federal usando máscaras e portando tochas.

Nas redes sociais, a estética do protesto foi comparada à de marchas nazistas na década de 1930 na Europa, às manifestações lideradas pelo grupo supremacista branco Ku Klux Klan e aos atos racistas de Charlotesville em 2017 – estas duas últimas nos EUA.

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Protesto de supremacistas brancos na Universidade da Virgínia, em Charlottesville em 2017 contra a remoção de uma estátua de um líder confederado racista (Alejandro Alvarez/News2Share/Reuters)

“Tão loucos, mas, ainda bem, tão poucos. O único inverno que está chegando é o das quatro estações”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato, num trocadilho com o sobrenome Winter (inverno), adotado por Sara Fernanda Geromini e a uma frase que ficou célebre na premiada série Game of Thrones (“The winter is coming” ou “O inverno está chegando”).

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Sara Winter é uma das personalidades do bolsonarismo que foram alvo de operação da Polícia Federal na semana passada em ação decorrente do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que investiga fake news e ameaças contra o Supremo.

Manifestação feita por integrantes do grupo supremacista branco da Ku Klux Klan no estado americano da Virgínia em 2011 (Twitter/Reprodução)

A ativista se defendeu na manhã deste domingo das acusações de que o ato teria tido inspiração nazista e disse que a ideia nasceu de um “apoiador judeu”. Ela afirmou também que mobilizou quatro advogados para processar quem fizer essa associação entre a manifestação e o nazismo e o raciscmo.

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