Lula pede ‘rigor da lei’, mas sem excessos
Sem citar o nome de Jair Bolsonaro, presidente afirmou que é preciso saber quem financiou os acompanhamentos
O presidente Luiz Inácio Lila da Silva afirmou nesta quinta, 8, pelas redes sociais ser “muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de justiça”, em referência à operação da PF que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Disse ainda esperar que não ocorra nenhum excesso e que seja aplicado o rigor da lei. “Sabemos dos ataques à democracia. Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações”, escreveu.
https://twitter.com/LulaOficial/status/1755553407027257395
Durante uma entrevista à rádio Itatiaia, em visita a Minas Gerais, Lula afirmou que houve uma “tentativa de golpe” em 8 de Janeiro de 2023 e, nas palavras do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro “deve ter participado”.
Desde as primeiras horas do dia, a Polícia Federal cumpre quatro mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão e 48 medidas cautelares contra investigados de participarem de uma organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo as investigações, o grupo tentava obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente Bolsonaro no poder.
Entre as medidas autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, está a entrega, pelo ex-presidente, de seu passaporte. Ele tem até 24 horas para cumprir a ordem. Ex-ministros, ex-assessores e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, são alvo de buscas, que também ocorrem na sede do partido, em Brasília.








