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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lewandowski: morte de delegado é crime brutal e governo vai prestar ajuda

Ministro da Justiça afirmou que assassinato mostra 'nível de violência' no país e que pasta está à disposição da Polícia Civil de SP em investigação

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2025, 12h09 • Atualizado em 16 set 2025, 13h35
  • O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, lamentou o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que o crime foi “brutal” e garantiu que o governo federal está se colocando à disposição para ajudar a Polícia Civil de São Paulo no processo de investigação.

    As declarações foram feitas na manhã desta terça-feira, 16, pouco antes de Lewandowski participar de uma audiência na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Segurança Pública.

    “O assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, em São Paulo, muito nos preocupa. Realmente porque foi um assassinato brutal e isso mostra o nível de violência que infelizmente grassa aqui no Brasil e também em outros países, é preciso que se diga isso Não é uma exclusividade nossa do Brasil”, disse o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas.

    Lewandowski afirmou que telefonou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para prestar solidariedade à família de Ferraz Fontes e às forças de segurança do estado, e disse que o ministério já tomou as providências cabíveis e atuará de forma coadjuvante no processo de investigação.

    “As investigações estão em aberto, não temos nada de concreto ainda. Mas certamente as investigações serão bem conduzidas pela Polícia de São Paulo com o apoio, se necessário, do governo federal, das forças federais, enfim, se formos convocados para tal”, disse.

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    Lewandowski também detalhou os recursos que estão sendo colocados pelo governo federal à disposição do estado. “(…) Sobretudo no que diz respeito à Polícia Científica. Nós temos um banco de dados no que diz respeito à balística, a DNA, informações (…) O Mário Sarrubo, que é o nosso secretário [nacional] de Segurança Pública, já ligou para o Derrite [Secretário de Segurança Pública de São Paulo]. Também o doutor Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, ligou para o Derrite sempre se colocando à disposição, como coadjuvantes nesse processo de investigação”, afirmou.

    Ataque

    O ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes foi morto no começo da noite de segunda-feira, 15, por criminosos durante uma emboscada em Praia Grande, litoral paulista. Ele comandou a Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022, na gestão do governador João Doria, e atuava como secretário de Administração da cidade. Fontes atuou na Polícia Civil de São Paulo por cerca de quarenta anos e foi um dos primeiros a investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em território paulista.

    Segundo mostram imagens de câmeras de segurança, ele foi perseguido e atingido por disparos efetuados por três autores, que desceram do veículo fortemente armados depois de o carro em que Fontes estava bater em dois ônibus.

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