Governo Lula cria grupo para estudar efeitos colaterais das bets
Grupo de trabalho interministerial fará reuniões a portas fechadas, que só podem ser divulgadas mediante autorização de dois coordenadores
O governo instituiu nesta segunda-feira, 9, um grupo de trabalho para estudar medidas de controle e prevenção aos efeitos colaterais da alta adesão da população brasileira às bets. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, farão parte desse grupo membros dos ministérios da Fazenda, da Saúde, do Esporte e da Comunicação, e as reuniões devem permanecer em sigilo, a menos que dois coordenadores autorizem a divulgação do seu conteúdo. A previsão é de que o grupo se reúna a cada quinze dias.
O gesto faz parte de uma onda de “mea culpa” feita pelo governo após os longos esforços que foram empreendidos na regulamentação do setor. As bets foram para a legalidade em 2018, no final do governo Michel Temer, e só foram ser regradas depois que, no final de 2023, foi aprovada a Lei das Apostas Esportivas. A pasta de Fernando Haddad criou uma secretaria específica para tratar da questão, que editou dezenas de portarias para autorizar as empresas do ramo. A nota divulga pela Fazenda afirma que a “expansão do mercado sem a devida supervisão” é que provocou “a exposição de jogadores a práticas abusivas e o aumento de casos de dependência”.
Mesmo com a regulamentação se estruturando, cerca de 22 milhões de brasileiros aderiram às bets, provocando incômodo em setores do varejo, que reclamam do endividamento e da redução do consumo. Depois que o relatório do Banco Central mostrou beneficiários do Bolsa Família gastando três bilhões de reais em apostas apenas em agosto, o presidente Lula pediu providências mais severas e a Secretaria de Prêmios e Apostas derrubou, até o fim de novembro, mais de 5.200 sites do ar.
A participação do Ministério da Saúde é uma movimentação tardia da pasta — que não fez parte das reuniões que construíram o arcabouço legal das bets. Esse novo grupo de trabalho terá que apresentar um relatório das suas ações no prazo de sessenta dias, que vencem em fevereiro de 2025.
Psol aciona Nikolas na PGR após bolsonarista sugerir sequestro de Lula
Captura de Maduro: ministro da Defesa da Venezuela afirma que EUA mataram seguranças
Trump afirma que vice de Maduro coopera, mas número dois do chavismo exige libertação do presidente
A reação do filho de Nicolás Maduro à prisão dos pais
Maduro buscou rota de fuga no Leste Europeu; Rússia e China recalculam apoio após ação dos EUA







