Dois novos suspeitos são presos pelo assassinato de delator do PCC
Nas últimas 24h, Polícia Civil de São Paulo realizou três prisões, apreendeu celulares e munições

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na madrugada deste sábado, 7, mais dois suspeitos por participar do assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, ex-membro do PCC que foi morto à luz do dia no aeroporto de Guarulhos em retaliação a um acordo de colaboração premiada fechado por ele com autoridades para delatar a organização criminosa. No final da tarde de sexta, outra pessoa havia sido presa — totalizando um total de três prisões em menos de 24h.
Os suspeitos foram levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento e teriam sido liberados. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, foram apreendidos aparelhos celulares e munições, e o inquérito permanece em segredo de Justiça (leia íntegra da nota abaixo). Na sexta, foi preso Marcos Henrique Soares, que teria sido o motorista que viabilizou a fuga de Kauê do Amarel Coelho, um dos suspeitos de ter praticado o crime, para o Rio de Janeiro. Um dos detidos deste sábado seria o irmão dele.
Gritzbach foi assassinado em um dos terminais do aeroporto de Guarulhos no dia 8 de novembro. A investigação concluiu que ele foi atingido dez vezes, mas foram feitos 29 disparos. As investigações identificaram o “olheiro” que teria observado os movimentos de Gritzbach e mais dois atiradores. O delator assassinado teria revelado às forças de segurança como o PCC operava esquemas de lavagem de dinheiro.
Leia a íntegra da nota da SSP sobre as prisões
A força-tarefa criada para investigar o crime ocorrido no último dia 8, no Aeroporto de Guarulhos, segue em diligências. Entre a tarde de sexta-feira e a madrugada de sábado a polícia deteve três suspeitos de envolvimento no caso, que foram para o DHPP para serem ouvidos. Houve a apreensão de munições e aparelhos de celular, que serão periciados. As investigações seguem sob sigilo. Mais informações serão preservadas para garantir a autonomia do trabalho policial.