APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!
Imagem Blog

Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Do RJ ao Nordeste: como a geografia da violência mudou em cinco anos

Avanço de faccões em busca de novos territórios e rotas para o tráfico de drogas colocou Bahia, Pernambuco e Ceará no topo do ranking de assassinatos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jun 2024, 09h27
Do RJ ao Nordeste: como a geografia da violência mudou em cinco anos Priorize VEJA no Google

O espraiamento das facções criminosas pelo país, em busca da consolidação de novos territórios e novas rotas para o tráfico internacional de drogas, aliado às dificuldades enfrentadas pelos governos locais, provocou ao menos uma mudança importante na geografia da violência no país em 2024: pela primeira vez desde 2020, quando o Ministério da Justiça passou a consolidar os dados estaduais, três estados do Nordeste estão no topo do ranking dos assassinatos no país.

Como mostra reportagem de VEJA na edição desta semana, entre janeiro e abril deste ano, Bahia, Pernambuco e Ceará nesta ordem, registraram mais homicídios em números absolutos do que localidades mais populosas como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Foi também a primeira vez que o Rio de Janeiro não figurou entre os “top 3” dos estados mais violentos do país.

Veja abaixo o ranking dos três estados com mais vítimas de homicídios nos quatro primeiros meses de cada ano.

2020

  1. Bahia: 1.944
  2. Rio de Janeiro: 1.495
  3. Ceará: 1.482
Continua após a publicidade

2021

  1. Bahia: 1.941
  2. Rio de Janeiro: 1.320
  3. Ceará: 1.050

2022

Continua após a publicidade
  1. Bahia: 1.712
  2. Pernambuco: 1.176
  3. Rio de Janeiro: 1.119

2023

  1. Bahia: 1.647
  2. Rio de Janeiro: 1.307
  3. Pernambuco: 1.116

2024

Continua após a publicidade
  1. Bahia: 1.488
  2. Pernambuco: 1.250
  3. Ceará: 1.106

A violência extrema no Nordeste não se resume a Bahia, Pernambuco e Ceará. A região concentra quase a metade de todas as vítimas de assassinatos no país. Quando o ranking de homicídios é feito levando-se em consideração a taxa de vítimas por 100 mil habitantes, o cenário é ainda mais desolador. Sete dos dez estados mais violentos são do Nordeste — os outros três são da região Norte. (veja quadro abaixo).

arte-segurança
(Infografia/VEJA)
Continua após a publicidade

Facções estendem seus tentáculos pelo Nordeste

O Nordeste está sendo impactado principalmente pela expansão do narcotráfico, em especial de duas facções criminosas: o Comando Vermelho, que tem origem no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), oriundo de São Paulo, que buscam postos-chave para a exportação de cocaína para Europa e África, como as zonas portuárias de Salvador e Aratu (BA), Mucuripe (CE) e Recife e Suape (PE).

Nas últimas quatro décadas, esses dois grupos dominaram periferias do Rio e São Paulo e estenderam seus tentáculos para outros estados por meio de disputas territoriais sangrentas. “Diversos estados do Nordeste tornaram-se rotas estratégicas para o escoamento da produção de drogas vindas dos países andinos”, diz José Luiz Ratton, coordenador do Núcleo de Estudos em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da UFPE e pesquisador da Fiocruz Pernambuco.

A alta de mortes é reflexo de um narcotráfico fragmentado em grupos locais, que vêm firmando alianças com o CV e o PCC e travando confrontos cada vez mais frequentes. Um exemplo é o Bonde do Maluco, gangue formada em 2015 na Bahia, que se aliou ao PCC e hoje é considerada uma das organizações mais perigosas do país. As operações armadas são comandadas dos presídios, onde as condições precárias criam ambientes ideais para o recrutamento de novos “soldados” pelo crime organizado.

Continua após a publicidade
SOB PRESSÃO - Raquel Lyra: insatisfação nas forças de segurança
SOB PRESSÃO - Raquel Lyra: em seu primeiro mandato à frente de Pernambuco, governadora tenta conter os altos índices de violência no estado (Miva Filho/Secom/.)

Impacto político

Essa dificuldade no controle da criminalidade se tornou um problema político para os governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB) e do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que devem buscar a reeleição em 2026. O quadro pode influenciar também o desempenho de seus aliados também na eleição municipal deste ano.

 

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*A assinatura inclui acesso ao site de VEJA, conteúdos exclusivos para assinantes e navegação com menos anúncios. Benefícios sujeitos às condições e à disponibilidade da assinatura.
*Pagamento único trimestral de R$ 5,97, equivalente a R$ 1,99/mês durante os 3 primeiros meses.