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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Heitor Mazzoco. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Dirigente do Novo-MG: ‘Candidatura de Zema independe de aval de Bolsonaro’

Cotado para a disputa presidencial, governador de Minas tem adotado estratégia de se posicionar como 'o nome' da direita antipetista

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 29 mar 2025, 15h24 - Publicado em 29 mar 2025, 08h25

Com o cerco do Judiciário se fechando em torno de Jair Bolsonaro, a disputa por quem será o representante do bolsonarismo nas eleições de 2026 tem se revelado desafiadora.

Reportagem de VEJA desta semana mostra como, mesmo favorita na maioria das sondagens para o pleito nacional, a direita está emparedada entre um líder que deseja, mas não pode ser candidato, e potenciais sucessores que cultivam seus planos presidenciais, mas pisam devagar no caminho que leva ao Palácio do Planalto.

Um dos postulantes no páreo é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que adotou uma estratégia de se posicionar como “o nome” da direita antipetista.

“Estamos estruturando o Novo não apenas para a campanha do Zema, mas para construir uma base partidária e de alianças forte”, diz Christopher Laguna, presidente do Novo-MG. O lançamento da candidatura já é tido como certo e não deverá depender do aval de Bolsonaro.

“Hoje, vemos uma direita fragmentada. Claro que o apoio de Bolsonaro seria bem-vindo, mas ele estando ou não elegível, apoiando ou não a nossa candidatura, nós seremos candidatos. Zema tem que sair presidente, e isso independe do apoio do ex-presidente”, defende o dirigente.

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Além do bom índice de aprovação de sua gestão (62%), seu partido acaba de contratar o marqueteiro Renato Pereira, que já atuou em campanhas de Aécio Neves e Sérgio Cabral, para dar uma guinada na imagem. Além disso, o Novo aposta no fato de Minas Gerais fazer fronteira com estados importantes como Bahia, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso do Sul, e ser o segundo maior colégio eleitoral do país, conhecido por “dar a vitória” aos presidentes da República.

“Muita gente sai do Sul da Bahia, do Espírito Santo, para receber atendimento de saúde no nosso estado, por exemplo. Então muita gente de fora de Minas conhece e aprova o trabalho que está sendo feito pelo governador Romeu Zema”, diz Laguna.

Na nova estratégia da imagem de Zema, a palavra de ordem tem sido “nacionalizar” o discurso, o que já se refletiu no tom mais beligerante nas críticas a Lula — inclusive pessoalmente, como ocorreu na inauguração de um centro de tecnologia no estado.

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O governador, que não esteve presente nos últimos atos públicos a favor de Bolsonaro no Rio e em São Paulo, está sendo cotado para a manifestação do próximo dia 6, na Avenida Paulista. O mandatário, inclusive, foi uma das figuras a prestar apoio ao ex-presidente após a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), desta semana, que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado. “O maior líder da oposição ao governo do PT é Jair Bolsonaro. Espero que a justiça seja feita e que ele recupere seus direitos políticos”, declarou.

Sucessor

Os planos da legenda para 2026 passam por uma ampliação dos espaços em Minas. Com Zema disputando a Presidência, o mais cotado para sucedê-lo no Executivo estadual é seu atual vice, Mateus Simões (Novo). Apesar da Quaest de fevereiro ter mostrado que Simões tem apenas 4% das intenções de voto, a sondagem trouxe um alento: metade dos entrevistados disseram acreditar que Zema merece eleger um sucessor.

A indefinição sobre quem serão os possíveis adversários também é uma preocupação. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) já disse mais de uma vez — a contragosto de Lula — que não almeja uma candidatura ao governo, mas até março do ano que vem tudo pode mudar.

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Ao mesmo tempo, a direita encontra-se “congestionada” no estado. A mesma Quaest de fevereiro aponta que o senador Cleitinho (Republicanos), aliado aguerrido de Bolsonaro, tem 33% das intenções de voto. Na sequência, aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), com 16%, Rodrigo Pacheco (PSD), com 8%, e Mateus Simões (Novo), com 4%.

Para o Senado, a ideia é que o Novo apoie a candidatura de Marcelo Aro (PP), atual secretário de Governo.

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