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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Deputado bolsonarista pode ser suspenso por 3 meses por ofender Gleisi

Gilvan da Federal (PL-ES), que já chegou a dizer que desejava a morte de Lula, também virou alvo de uma queixa-crime apresentada pela ministra ao STF

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 Maio 2025, 11h01 • Atualizado em 6 Maio 2025, 16h47
  • O deputado Gilvan da Federal (PL-ES) pode ter o seu mandato suspenso temporariamente por ter ofendido a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, durante uma sessão na Casa. Na terça-feira, 29, ele lembrou episódio em que a ministra foi apontada como a pessoa que tinha o codinome “amante” na planilha de pagamentos da Odebrecht durante a Operação Lava-Jato e disse que a dona do apelido deveria ser uma “prostituta do caramba”.

    A própria Mesa Diretora da Câmara encaminhou ao Conselho de Ética uma representação, assinada pelo presidente, Hugo Motta (Republicanos), pedindo que Gilvan seja suspenso. Na noite desta segunda, 5, o relator da representação, Ricardo Maia (MDB-BA), apresentou um parecer concordando com a medida — o que aumenta em muito as chances do colega capixaba ser punido. Além de ofender Gleisi, Gilvan também trocou xingamentos com Lindberg Farias (PT-RJ), que é namorado de Gleisi.

    Inicialmente, Maia havia concordado com o prazo de seis meses, sugerido pela Mesa Diretora. Porém, nesta terça, 6, ele enviou um novo parecer reduzindo a penalidade proposta para três meses de suspensão. Seus pares no Conselho de Ética podem ou não acompanhá-lo. Um dos deputados do colegiado, Cabo Gilberto (PL-PB), antecipou seu voto por escrito, pedindo que Gilvan seja apenas censurado.

    “Os fatos em questão vão além de uma simples divergência política ou de um embate retórico acalorado. Trata-se de manifestações que ultrapassam os limites da liberdade de expressão parlamentar, com ataques pessoais e desqualificação moral, por meio de termos ofensivos e desrespeitosos, que ferem a dignidade das autoridades atingidas e comprometem os valores institucionais da Câmara dos Deputados”, diz o parecer do relator.

    Queixa-crime

    Também na noite desta segunda, Gleisi ingressou com uma queixa-crime contra o deputado no Supremo Tribunal Federal (STF). “Nota-se que a conduta do Querelado (Gilvan da Federal) atenta não apenas contra a ética, o respeito e urbanidade esperada de qualquer cidadão, como é vil ao diminuir a condição de uma mulher que exerce um cargo público de grande relevância, o que constitui ação criminosa e aumenta não somente o clima de violência política, mas a misoginia em ambiente político que deveria prezar pela igualdade em todos os sentidos”, diz a petição.

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    Gleisi pede, através de seus advogados, que Gilvan seja condenado pelos crimes de injúria e difamação. São delitos com penas baixas, mas podem incidir no caso vários agravantes — como o fato de as ofensas terem sido transmitidas em televisão pública e pela internet.

    Morte de Lula

    Vale lembrar que não é o primeiro episódio desse tom com que Gilvan da Federal se envolve. Em abril, ele desejou na Comissão de Segurança da Câmara a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A bravata lhe rendeu um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) direcionado à Procuradoria-geral da Repúblic (PGR) de que ee seja investigado criminalmente.

    Quem é Gilvan da Federal

    O autor da ofensa a Lula se chama na verdade Gilvan Aguiar Costa e usa o codinome Gilvan da Federal por ser policial federal. Ele tinha uma carreira pífia como político – não se elegeu deputado estadual pelo Espírito Santo em 2018 e conseguiu chegar a vereador de Vitória em 2020 com 1.560 votos.

    Aliado do senador Magno Malta (PL-ES) e apoiador entusiasmado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi eleito deputado federal pelo partido em 2022 com quase 88.000 votos. Ele é conhecido por andar com uma bandeira do Brasil no ombro durante as sessões legislativas e reuniões de comissões.

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