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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Carlos diz ter devolvido doação irregular de Bolsonaro à sua campanha

Valor doado pelo presidente em dinheiro vivo, R$ 10.000, está acima dos R$ 1.064,10 permitidos pelo TSE para este tipo de doação eleitoral

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 7 out 2020, 20h03 - Publicado em 7 out 2020, 19h53

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 7, no Twitter, que a doação irregular de 10.000 reais em dinheiro vivo feita pelo presidente Jair Bolsonaro à sua campanha de vereador, como mostrou VEJA na terça-feira, foi devolvida.

O motivo para a devolução do dinheiro, segundo Carlos, é seguir o limite imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral a doações em espécie nas eleições de 2020, que é de 1.064,10 reais – valores maiores devem ser doados por meio de transferência eletrônica ou cheque cruzado e nominal. Ainda de acordo com o vereador, o dinheiro foi retransferido, mas a atualização ainda não aparece no sistema da Justiça Eleitoral.

“Sobre a doação de Jair Bolsonaro à minha campanha, respeitando nosso eleitores, esclareço que houve um equívoco e que tratamos de corrigi-lo imediatamente, respeitando, como sempre, as regras estabelecidas. Nenhum ilícito cometido”, diz o vereador. “Doação acima de R$ 1.064,10 só é aceita mediante transferência bancária. O recurso, de origem LÍCITA, então foi devolvido e retransferido como esclarece a regra”, completou. 

O dinheiro doado pelo presidente de maneira irregular havia se somado aos outros 10.000 reais que Carlos Bolsonaro havia investido na própria campanha. O aporte do vereador, no entanto, foi feito por meio de transferência bancária.

Bolsonaro tem colaborado sistematicamente com as campanhas de Carlos: de 2004 a 2016, o valor doado por ele ao Zero Dois foi de 60.500 reais – na maioria das vezes, por meios não eletrônicos. Em 2004, passou um cheque de 10.000 reais; em 2008, fez um depósito em espécie de 15.000 reais; em 2012, mais 12.000 reais em dinheiro vivo; em 2016, três transferências eletrônicas, somando 20.500 reais, além das cessões de um imóvel na Zona Norte do Rio e de um micro-ônibus, no total de 3.000 reais.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) ainda não colocou dinheiro na campanha do irmão vereador neste ano, mas o histórico recente sugere que o Zero Um ainda pode colaborar: ele doou 10.000 reais a Carlos Bolsonaro em 2008, por meio de um depósito em espécie; e mais 10.000 reais em 2012, transferidos eletronicamente.

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