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Por José Benedito da Silva
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A possível nova união de esquerda que pode movimentar a Câmara

PDT e PSB avançam em formação de bloco partidário que pode virar uma federação antes das eleições municipais

Por Da Redação
Atualizado em 4 dez 2022, 18h32 - Publicado em 4 dez 2022, 13h29

As negociações por novas fusões, incorporações, federações e blocos partidários entre as legendas estão movimentando o Congresso neste período entre o resultado das eleições e a posse dos novos parlamentares, em fevereiro de 2023.

Uma das mais promissoras uniões é a possível parceria entre dois partidos de esquerda, o PSB e o PDT. Representantes das duas legendas têm conversas adiantadas para a formação de um bloco parlamentar em Brasília, cuja expectativa, se o “casamento” der certo, é transformá-lo em federação antes mesmo das eleições municipais de 2024.

“A formação do bloco é muito provável no Congresso, e estamos vendo em quais estados será possível repeti-lo. A federação não é um processo simples, mas é possível também”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi. Novidade da legislação para a eleição deste ano, a federação exige que os partidos fiquem juntos em todos os níveis (municipal, estadual e federal) por ao menos quatro anos.

Uma federação entre as duas siglas dobraria a bancada de ambos na Câmara — hoje, o PDT tem 17 deputados, enquanto o PSB tem 14. A união também se tornaria a segunda maior bancada de esquerda, perdendo apenas para a formada por PT, PCdoB e PV (que tem 80 deputados).

Nas últimas semanas, também chegou a ser ventilado um possível bloco que uniria PSB e PDT ao PSDB — que, por outro lado, tem uma federação com o Cidadania e também negocia com Podemos e setores do MDB. “Ainda não existem outros partidos envolvidos na negociação, mas estou aberto ao diálogo. Tenho uma excelente relação com o Bruno Araújo (deputado federal e atual presidente tucano) e Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul e futuro presidente nacional do PSDB)”, desconversa Lupi.

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A movimentação na esquerda também será grande com a anunciada intenção do PT de formar um bloco na Câmara para apoiar a reeleição de Arthur Lira (PP-AL) e conseguir negociar cargos na Mesa Diretora e em comissões importantes. O desenho planejado pelo partido do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva inclui legendas fora do campo da esquerda, como União Brasil e PSD.

Reportagem de VEJA  desta semana mostra que a movimentação por fusões virou uma necessidade para 15 dos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não conseguiram atingir a cláusula de barreira — a ferramenta condiciona recursos como acesso ao fundo partidário, estrutura na Câmara e propaganda gratuita na TV ao desempenho eleitoral das legendas, exigindo no mínimo 11 deputados federais eleitos ou 2% dos votos válidos em pelo menos nove unidades da federação.

Desde o fim da eleição, PTB e Patriota e Solidariedade e Pros, por exemplo, já anunciaram fusões. Outro partido ameaçado, o PSC, anunciou a sua incorporação pelo Podemos.

 

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