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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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A iminente revoada de tucanos paulistanos para outros ninhos partidários

Descontentamento com a falta de diretrizes do comando nacional da legenda é a razão do problema

Por Adriana Ferraz Atualizado em 9 Maio 2024, 10h08 - Publicado em 21 fev 2024, 14h29

Órfão de um líder partidário após a morte de Bruno Covas e as saídas de João Doria e de Geraldo Alckmin do quadro de filiados, o PSDB paulistano vai sofrer sua maior debandada nas eleições de outubro. Somente dois dos oito vereadores eleitos para a Câmara Municipal em 2020 devem permanecer no partido, cujo diretório nacional resiste em apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), mas não tem quadro competitivo para lançar à disputa.

Diferentemente de líderes como o governador gaúcho Eduardo Leite e o atual presidente do partido, Marconi Perillo, a bancada de vereadores apoia a pré-candidatura de Nunes e promete ajudá-lo na campanha em qualquer legenda aliada. O prefeito deve formar um ampla aliança, reunindo partidos como União Brasil, PSD, Republicanos e PL em sua chapa. Já o PSDB está fora por enquanto, mesmo tendo saindo-se vitorioso na eleição passada. O cenário atual de incertezas pode levar até mesmo o vice-presidente da legenda na capital, Gilson Barreto, a compor as cadeiras do MDB.

O partido de Nunes ainda deve filiar os vereadores Beto do Social, Sandra Santana e Fábio Riva, que é líder do governo na Câmara. Desde que o então vice-prefeito assumiu o cargo em definitivo, em maio de 2021, a sigla dobrou de tamanho na Casa, passando de três para seis representantes. E, se confirmadas as novas filiações, vai alcançar o posto de maior bancada durante as eleições. Hoje, PSDB e PT lideram o ranking, com oito parlamentares cada.

A troca de cadeiras começa oficialmente no dia 7 de março, quando vereadores de todo o país poderão mudar de legenda sem perder o mandato. Além do MDB, partidos como União Brasil e PSD se movimentam em São Paulo para atrair tucanos descontentes. Riva, por exemplo, tem sido disputado também pelo União Brasil. Aurélio Nomura e João Jorge, que é vice-presidente da Casa, também deverão deixar o PSDB, mas ainda sem destino definido. 

Além de pleitearem apoio ao nome de Nunes, os vereadores tucanos também exigem maior organização partidária para alcançarem a reeleição. Segundo ressaltam integrantes da bancada, ainda não existe sequer uma lista oficial com os nomes que vão compor a chapa do PSDB. A demora gera insegurança sobre a viabilidade eleitoral de cada um, levando em conta que neste ano cada partido só poderá lançar um candidato a mais do que o total de vagas em disputa. Na capital, como são 55 vereadores, o número máximo será de 56 candidatos.

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