Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: VEJA por apenas 5,99
Imagem Blog

Letra de Médico

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Orientações médicas e textos de saúde assinados por profissionais de primeira linha do Brasil

Pedra na vesícula, devo operar?

As pedras da vesícula não são naturalmente expelidas pelo corpo e devem ser retiradas cirurgicamente, junto com o órgão, para evitar problemas de saúde

Por Ben-Hur Ferraz Neto
19 mar 2017, 12h00 • Atualizado em 19 mar 2017, 12h00
  • “-Descobri que tenho uma pedra na vesícula! Tenho mesmo que operar?!” Esta é uma pergunta muito comum no consultório de um gastro-cirurgião, além de ser absolutamente compreensível. Enquanto sabemos que as pedras nos rins podem ser quebradas e eliminadas pelas urina, por que as pedras da vesícula devem ser retiradas cirurgicamente, junto com o órgão?

    Vamos lá, existe explicação clara e lógica para isto.

    Quando ocorre a formação de cálculos biliares na vesícula, isto por si só determina que o órgão, a vesícula biliar, não está trabalhando de forma adequada. Podem ser vários cálculos ou um único, podem ser grandes ou bem pequenos, conhecidos como microcálculos. O fato é que, ao contrário dos cálculos renais, temos que torcer para que eles fiquem “quietinhos” dentro da vesícula. Caso contrário, estaremos diante de possíveis complicações desta doença que podem se transformar em situações muito graves.

    Para que possamos entender estes riscos, precisamos conhecer um pouco a função e a anatomia da vesícula biliar e do sistema que drena a bile entre o fígado (seu produtor) e o duodeno (primeira parte do intestino fino).

    Ao produzir a bile, o fígado a envia para a vesícula biliar (uma espécie de bexiguinha que fica embaixo dele), para que lá seja armazenada. Os canais de bile que saem de dentro do fígado se unem com o canal da vesícula biliar e juntos formam um único ducto que leva a bile até o duodeno através de um pequeno orifício chamado papila (por onde o canal da bile desemboca no intestino fino).

    Continua após a publicidade

    Talvez os leitores já tenham imaginado o que pode acontecer caso as pedras da vesícula saiam de dentro dela… Isso mesmo, elas podem obstruir estes canais, desde o canal da vesícula biliar até o ducto principal que chega no duodeno. Em qualquer uma destas condições, a bile tende a se infectar por não ser drenada. Este entupimento leva a um processo infeccioso agudo. Isto agrava muito uma possível cirurgia, agora emergencial, que poderia ter sido realizada de forma eletiva e muito mais segura.

    Para piorar um pouco a situação, na papila (onde desemboca o canal da bile), também desemboca o canal do pâncreas e, assim, o entupimento de ambos pode levar também a uma pancreatite aguda, situação clínica muito grave e que pode até levar a morte do paciente.

    Mais uma razão para ser operado da vesícula sempre que for diagnosticado cálculos biliares, é o fato de que a cirurgia é muito segura e, atualmente, realizada, em praticamente 100% das vezes, por via videolaparoscópica, ou seja, através de pequenos orifícios na pele. Isto permite rápida recuperação, com índices muito pequenos de complicações. Muitas vezes, pode-se até receber alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia.

    Continua após a publicidade

    Mas atenção, podem existir situações onde a retirada da vesícula é discutível ou mesmo contra-indicada, como por exemplo, naquelas pessoas com idade muita avançada, outras comorbidades, com apenas um cálculo grande e assintomático. Sempre uma avaliação médica poderá esclarecer se o caso é de exceção e não deve ser operado.

    Por isso, não fique esperando que as coisas compliquem, trate eletivamente seus cálculos biliares e viva com mais segurança.

     

    Letra de Médico - Ben-Hur Ferraz Neto
    (Felipe Cotrim/VEJA.com)
    Continua após a publicidade

     

    Quem faz Letra de Médico

    Adilson Costa, dermatologista
    Adriana Vilarinho, dermatologista
    Ana Claudia Arantes, geriatra
    Antônio Frasson, mastologista
    Artur Timerman, infectologista
    Arthur Cukiert, neurologista
    Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião
    Bernardo Garicochea, oncologista
    Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
    Claudio Lottenberg, oftalmologista
    Daniel Magnoni, nutrólogo
    David Uip, infectologista
    Edson Borges, especialista em reprodução assistida
    Fernando Maluf, oncologista
    Freddy Eliaschewitz, endocrinologista
    Jardis Volpi, dermatologista
    José Alexandre Crippa, psiquiatra
    Luiz Rohde, psiquiatra
    Luiz Kowalski, oncologista
    Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista
    Marianne Pinotti, ginecologista
    Mauro Fisberg, pediatra
    Miguel Srougi, urologista
    Paulo Hoff, oncologista
    Paulo Zogaib, medico do esporte
    Raul Cutait, cirurgião
    Roberto Kalil – cardiologista
    Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
    Salmo Raskin, geneticista
    Sergio Podgaec, ginecologista
    Sergio Simon, oncologista

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.