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O que a pupila, a ‘menina dos olhos’, revela sobre o seu estado e saúde

Especialista explica as funções dessa estrutura ocular e como ela pode refletir sinais de uma emergência ou doença neurológica, caso do AVC

Por Matheus Bedendo Rodrigues da Silva*
3 abr 2025, 09h40

A pupila, aquela pequena abertura circular e escura no centro do olho, é muito mais do que apenas uma parte da nossa anatomia. Conhecida popular e carinhosamente como a “menina dos olhos”, ela desempenha um papel crucial na visão e pode revelar pistas importantes sobre nossa saúde geral.

Localizada no meio da íris, a pupila regula a quantidade de luz que entra no olho, garantindo que possamos enxergar com nitidez em diferentes condições de luminosidade. Em ambientes claros, ela se contrai para proteger a visão do excesso de luz. Já em locais escuros, dilata-se para permitir maior entrada de luz.

É importante ressaltar que o movimento das pupilas tende a ser igual nos dois olhos – ou seja, quando a luz chega em um olho, a pupila dos dois globos oculares deve se contrair simetricamente.

Além de sua função óptica, a pupila também pode refletir nossas emoções. Situações de excitação, medo, raiva ou estresse ativam o sistema nervoso simpático, causando a dilatação pupilar. Esse fenômeno é involuntário e pode ser observado em diversas situações do dia a dia.

No contexto médico, a avaliação pupilar é uma ferramenta essencial em emergências. Alterações no tamanho, forma ou reação à luz podem indicar problemas graves, como acidente vascular cerebral (AVC), trauma craniano, aumento da pressão intracraniana e outras condições neurológicas.

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Em pacientes que sofreram traumas ou têm doenças neurológicas, a resposta das pupilas à luz ajuda a identificar possíveis danos cerebrais.

O que afeta a pupila – e como avaliá-la

Diversos fenômenos podem repercutir na “menina dos olhos”. A ingestão de certos medicamentos, bebidas alcoólicas ou drogas é um exemplo do que propicia dilatação da pupila.

Fora as doenças neurológicas, que podem ocasionar pupilas desiguais ou interferir na forma como elas reagem à luz, lesões oculares, com danos aos músculos que controlam essa estrutura, podem alterar seu formato e tamanho.

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Nas consultas oftalmológicas de rotina, um exame comum é o de fundo de olho, também conhecido como fundoscopia. Realizado após a dilatação da pupila com colírio, esse exame permite visualizar a retina, o nervo óptico, artérias e veias, auxiliando no diagnóstico de doenças como glaucoma, descolamento de retina, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Além disso, o exame pode indicar condições sistêmicas, como diabetes e hipertensão arterial.

Em resumo, a pupila é uma janela não apenas para o mundo exterior, mas também para nossa saúde interna. Sua capacidade de regular a luz e refletir condições médicas a torna uma parte vital do corpo.

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Nesse sentido, cuidar da saúde ocular e realizar exames regulares pode ajudar a detectar precocemente problemas sérios, garantindo uma visão clara e uma vida saudável.

* Matheus Bedendo Rodrigues da Silva é neuro-oftalmologista do H.Olhos (SP), hospital da rede Vision One

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