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José Casado

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Informação e análise

Bolsonaro se supera, mas quem começa favorito é Lula

Os dois candidatos têm escolhas difíceis a fazer numa campanha curta, de apenas 27 dias até o duelo final

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 out 2022, 15h44 - Publicado em 3 out 2022, 06h00

É de Jair Bolsonaro a melhor tradução do recado das urnas: “Entendo que há uma vontade de mudar por parte da população.” Então, emendou uma ressalva que antecipa o tom da sua campanha para o segundo turno: “Mas tem certas mudanças que podem vir para pior.”

Bolsonaro teve bons motivos para dormir satisfeito com o próprio desempenho eleitoral na noite de domingo. Teve 51 milhões de votos (43,2% do total). Superou em 1,8 milhão a marca alcançada no primeiro turno de 2018 (49,2 milhões).

Porém, nesta segunda-feira, quem acorda favorito para vencer no segundo turno é o adversário Lula.

Ele venceu Bolsonaro por uma diferença de 6,2 milhões de votos. Recebeu 57,2 milhões (48,43% do total).

É vantagem significativa. Em tamanho, é um terço maior que a votação obtida pela terceira colocada na disputa, Simone Tebet, preferida por 4,9 milhões de eleitores (4,16%).

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Lula saiu do primeiro turno com 25,9 milhões de votos a mais do que seu candidato, Fernando Haddad, obteve na primeira rodada do confronto de 2018 contra Bolsonaro.

Esse placar é eloquente até nas dificuldades que ambos enfrentam a partir de hoje.

Mais da metade (3,5 milhões de votos) da vantagem de Lula foi extraída das urnas da Bahia, quarto maior colégio, com 11 milhões de eleitores.

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Nessa fortaleza governada pelo PT há década e meia, e onde o partido mantém o favoritismo para o segundo turno estadual, Lula levou um de cada três votos.

Como no restante do Nordeste, o lulismo baiano tem pouco a acrescentar. A grande batalha, ele disse ontem, acontecerá em São Paulo, onde estão 22% dos eleitores.

Entre os paulistas, quem venceu foi Bolsonaro. Levou 12,2 milhões de votos (47,7% no estado). Cravou vantagem de 1,8 milhão sobre Lula. E ainda ajudou seu candidato ao governo estadual, Tarcísio de Freitas, a surpreender o adversário petista Fernando Haddad, indicado como líder na maioria das pesquisas divulgadas até à véspera.

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Lula escolheu o Sudeste como alvo prioritário para a campanha do segundo turno. Nos três maiores estados da região (SP, MG e RJ), somou 20 milhões de votos — 2 milhões a menos que Bolsonaro. Só venceu em Minas, com 600 mil.

Decidiu manter o foco em São Paulo para ampliar o volume de votos obtido (10,4 milhões), sugerindo restrição de comícios em áreas fora do Sudeste por falta de tempo.

Bolsonaro, também, terá uma escolha penosa a fazer: tentar ampliar sua votação no Sudeste, especialmente em São Paulo, ou avançar em outras regiões.

Ambos correm contra o calendário. Faltam apenas 27 dias para a votação. É duelo com emoção garantida até o fim.

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