Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99
Imagem Blog

Isabela Boscov

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Está sendo lançado, saiu faz tempo? É clássico, é curiosidade? Tanto faz: se passa em alguma tela, está valendo comentar. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Hayao Miyazaki e seus desenhos sobre procurar forças dentro de si

O diretor detesta a alcunha de “o Disney japonês”: eles não poderiam estar mais distantes na maneira como entendem o mundo e a infância

Por Isabela Boscov 13 fev 2020, 19h53 • Atualizado em 4 jun 2024, 14h52
  • Em Meu Amigo Totoro (1988), duas irmãs pequenas se mudam com o pai para o campo, para ficar mais próximas do hospital em que a mãe está internada, e têm de lidar com a confusão, a raiva e o desamparo. Em A Viagem de Chihiro (2001), a protagonista descobre que os pais comeram demais e viraram porcos — e ela então precisa trabalhar duro numa estranha casa de banho para libertá­-los. Em O Serviço de Entregas da Kiki (1989), a feiticeirinha deixa a família ao fazer 13 anos e, voando em sua vassoura, vai procurar outra cidade para abrir caminho na vida, sozinha. Em O Castelo Animado (2004), a adolescente Sophie acorda com 90 anos — mas, tendo sido sempre muito séria e trabalhadora, acha que a velhice lhe cabe bem.

    Não é por acaso que Hayao Miyazaki detesta a alcunha de “o Disney japonês”: eles não poderiam estar mais distantes na maneira como entendem o mundo e a infância. Influenciado pelo xintoísmo, Miyazaki decanta em seus desenhos a visão de que o material e o espiritual, o palpável e o mágico, o humano e o não ­humano e o vivo e o inanimado dependem uns dos outros. Responsabilidades e adversidades recaem também sobre as crianças, e também elas manifestam desejo de realização. É isso que Chihiro, Kiki, Sophie e suas outras personagens têm em comum: a necessidade de procurar forças dentro de si para juntar­-se a esse todo, que Miyazaki representa sempre como a natureza — desenhada com uma beleza sublime, ela inspira e eleva.

    Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020, edição nº 2674

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.