Downton Abbey – Temporada 6
Terminou, mas não acabou.
Esse povo de Downton Abbey é fogo. Todo ano eles fazem a mesma coisa: encerram a temporada bem no meio de uma cena qualquer e deixam um monte de pontas soltas, para todo mundo sofrer até o especial de Natal.
E o último episódio desta sexta e última temporada, que foi exibido na Inglaterra no domingo 8 de novembro e põe o ponto final na série, não foi exceção: quer saber o que vai ser de Edith, de Lord Grantham, de Bates e Anna, de Thomas Barrow, de Mrs. Crawley? Pois segure a onda até o final de dezembro.
Não que a onda seja assim lá muito violenta: Downton Abbey passou de uma criatura fascinante, nas três primeiras temporadas (leia aqui a resenha que fiz quando a série estreou aqui, em 2012), para um novelão de passo meio lento da quarta temporada em diante. Até seu potencial para criar controvérsia se diluiu. No começo, com os picos de audiência na Inglaterra (onde dramas de época brotam mais fácil que chuchu na serra) e também nos Estados Unidos, criou-se uma facção que acusava o criador da série, Julian Fellowes, de faturar fazendo class-system porn – ou seja, de enaltecer e edulcorar o que era então praticamente um sistema de castas.
A acusação é pesada porque pega direitinho onde dói: embora não existam mais as “classes serviçais” na Inglaterra, a obsessão inglesa com origem social nunca deixou de ser implacável. Mas os Grantham foram se tornando aristocratas tão compreensivos e arrojados, tão dispostos a aceitar o declínio do Império Britânico e a se adaptar às tranformações do século XX, que ficou difícil comprar briga com eles. Das últimas temporadas para cá, os conflitos foram outros: Lady Mary casa ou não casa? Algum dia vão ter fim os problemas de Bates e Anna com a polícia ou não? Barrow vai tomar jeito ou não vai? As estrepolias de suas filhas ainda vão matar Lord Grantham ou só deixá-lo de cabelos brancos? Uma delícia de ver, mas sem uma fração do punch que a série tinha no início.
O que nunca mudou em Downton Abbey e foi sempre uma fonte inesgotável de prazer é Lady Violet Grantham. Ela ganha sempre as melhores falas porque está lá para dizer o que ninguém mais tem coragem de admitir e porque ninguém é capaz de “entregar” uma tirada como Maggie Smith. Em homenagem à irreprimível Lady Violet, então, aí vai uma seleção das suas melhores sacadas nas seis temporadas da série.
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