Mais detalhes sobre a misteriosa tornozeleira do ‘homem da mala’
Pedido de empréstimo da tornozeleira eletrônica omitiu o nome de quem a utilizaria

O Ministério Público de Goiás segue numa busca implacável para tomar de volta a tornozeleira eletrônica instalada para monitorar Rodrigo Rocha Loures. Convicto de que o ex-assessor da Presidência, flagrado com uma mala recheada de dinheiro de propina, furou a fila para ter direito ao equipamento, o promotor Fernando Krebs protocolou na manhã desta quinta-feira um pedido de ”tutela cautelar” do equipamento – leia-se: busca e apreensão.
O promotor já havia relata irregularidades na liberação do equipamento: Victor Dragalzew Júnior, superintendente do Sistema Penitenciário do Estado de Goiás, disse que recebeu uma ligação do coronel Jefferson, diretor do Depen (Jefferson de Almeida, diretor de Políticas Penitenciárias do Departamento Nacional Penitenciário), e que posteriormente foi enviado um ofício da Polícia Federal pelo delegado Cairo (Cairo Costa Duarte, delegado da Polícia Federal), “o qual teria solicitado formalmente uma tornozeleira eletrônica emprestada, bem como o monitoramento da mesma”, diz o documento do MP.
A história só piora: Victor Dragalzew Júnior afirmou que o pedido de empréstimo da tornozeleira eletrônica não mencionou o nome da pessoa que a utilizaria.
Há fortes indícios de que Rocha Loures foi mesmo beneficiado.