Menino com doença terminal morre nos braços do Papai Noel
O garoto de seis anos faleceu no hospital logo após realizar seu último desejo, uma visita do 'sósia' do Papai Noel

O americano Eric Schmitt-Matzen, de 60 anos, costuma se vestir de Papai Noel todos os anos para alegrar as crianças do Estado do Tennessee. Neste ano, o simpático ‘bom velhinho’ realizou o último desejo de Natal de um menino de 5 anos que morreu em seus braços durante uma visita.
Eric recebeu a ligação de uma enfermeira há algumas semanas para que fosse com urgência até um hospital de sua região para realizar o último desejo de um garoto com uma doença terminal: conhecer o Papai Noel. “Eu disse que iria colocar minha fantasia, mas ela falou que não havia tempo”, contou ao jornal USA Today.
‘I cried all the way home’: Boy who asked for last wish dies in Santa’s arms https://t.co/VZht69JIVK pic.twitter.com/TnqeRl8EhV
— USA TODAY (@USATODAY) December 12, 2016
Em quinze minutos, Eric chegou ao hospital, onde pediu que os familiares do menino ficassem no corredor para evitar transformar o encontro em um momento triste. “Eu preciso ser o cara alegre, que faz a criança se sentir bem, sorrir e esquecer suas preocupações”, disse o ‘Papai Noel’ do Tennessee à rede BBC. A criança recebeu um presente, um longo abraço e faleceu.
“Quando senti a vida se esvair dele, olhei para cima, com lágrimas no rosto e virei para a janela. Foi quando sua mãe começou a gritar”, relatou o senhor. Antes de falecer, o menino perguntou o que aconteceria quando morresse. “O elfo número um do Papai Noel”, respondeu Eric Schmitt-Matzen.
Terminally ill boy dies in Santa’s arms https://t.co/6sHSkIuScY
— BBC News (World) (@BBCWorld) December 12, 2016
Engenheiro mecânico e dono de uma empresa do ramo, o “sósia” do Papai Noel começou a assumir o personagem em eventos há seis anos. Nascido no dia de São Nicolau (6 de dezembro), Eric se dedica durante todo ano para cuidar da barba e de toda a fantasia necessária para o papel. Sua esposa, Sharon, também se veste de Mamãe Noel.
De acordo com Eric, a morte do menino quase o levou a desistir da tarefa que realiza anualmente. Quando arranjou forças para fazer mais um trabalho, porém, relembrou seu objetivo. “Vi aquelas crianças rindo e elas me trouxeram de volta. Me fizeram perceber o papel que preciso assumir, por elas e por mim”, disse.