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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
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PSDB quer que auditoria acabe em pizza?

Por Felipe Moura Brasil
Atualizado em 31 jul 2020, 02h44 - Publicado em 31 out 2014, 21h04
Carlos-Sampaio-Foto-George-Gianni-

Carlos Sampaio (PSDB)

[* Atualização: mudei o título para não gerar confusão com a palavra “recontagem”, já que recontar urnas manipuladas poderia ser recontar a fraude; e auditá-las é outra coisa. Mesmo assim, o PSDB não deve abrir mão de investigar a não contagem dos votos de diversos eleitores que alegaram que alguém já tinha votado em seus lugares, bem como de analisar se há dados disponíveis divergentes do resultado apurado de cada urna.]

Deu na Folha: PSDB não cita fatos que colocam em xeque processo eleitoral, diz corregedor.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, afirmou nesta sexta-feira (31) que o pedido do PSDB para uma “auditoria especial” no resultado das eleições não apresenta fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral.

O ministro classificou a ação protocolada nesta quinta-feira (30) pelo partido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de “incabível” e com potencial para arranhar a imagem do país. (…)

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Só o que arranharia (ainda mais) a imagem do país seria uma eventual recontagem dos votos dar a vitória a Aécio Neves, já que o mundo então saberia que vivemos em Banânia e as urnas eletrônicas são fraudadas. Em compensação, um governo melhor recuperaria a imagem do país mais depressa. De outro modo, ninguém no mundo teria o menor interesse por uma auditoria brasileira, como o ministro bem sabe, embora precise defender a Justiça Eleitoral com essa intimidação barata.

Mas já falei disso aqui. Meu ponto é outro.

No fim da matéria, leio que o coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), “afirmou que não se trata de recontagem dos votos, mas de medida para evitar que teorias de que houve fraude no processo continuem sendo alimentadas e pondo em xeque a postura adequada da Justiça Eleitoral. A ação afirma ainda que o intuito da auditoria é ‘dissipar quaisquer dúvidas sobre a intervenção de terceiros na regularidade do processo’.”

Com tamanha subserviência do PSDB na hora de exigir – quer dizer, pedir por obséquio – alguma coisa à Justiça Eleitoral, e sem nem se dar ao trabalho de recolher, organizar e verificar as denúncias de fraude para reforçar o argumento (como fez este site), a pizza já está pronta.

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Só faltou dizer: desculpe o incômodo, sim?

Felipe Moura Brasil ⎯ https://www.veja.com/felipemourabrasil

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