Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Lula, Dilma e Cunha precisam do tempo que não têm

O cerco da Lava Jato e do impeachment continua encurralando os três

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 00h17 - Publicado em 19 out 2015, 05h23
Pizza

Manifestantes com Pixulecos na Av. Paulista, no domingo, pedem o impeachment de Dilma Rousseff e protestam contra a pizza assada no Congresso. Estratégia agora é um protesto por dia até Dilma cair

– Dilma: “Nós precisamos estabilizar as contas públicas” (que ela mesma fraudou). “A CPMF é crucial para isso” (ou seja: o povo paga a conta).

Folha: “TCU pode obrigar governo a pagar os R$ 40 bilhões de pedaladas fiscais” (ou seja: de dívidas do Tesouro com os bancos públicos). Fraudou, tem de pagar: em dinheiro e com o impeachment de Dilma.

– Globo: “Governo corta verbas de sete programas sociais”, que Dilma jurava que não ia cortar. Mentiu para o povo. Ela sabia que não tinha dinheiro.

– FHC e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disseram a jornais argentinos que Dilma já não governa o país. “Seria melhor para a história e para ela dizer: ‘Eu renuncio’”, disse FHC. Seria melhor para a história e para FHC ele dizer: “Quero o impeachment.”

– Aécio: “O PT manipulou os indicadores fiscais e sociais, interferiu nas empresas públicas para financiar suas campanhas eleitorais. Todas essas ações atingiram o seu nível mais elevado no ano passado, para garantir a reeleição de Dilma”.

Traduzindo: o banco não paga a nossa conta quando nosso dinheiro acaba, mas Dilma deixou os bancos públicos pagando ilegalmente as contas estouradas de seu governo e fingiu que tinha dinheiro em caixa para prometer aos eleitores um monte de programas que sabia que não poderia entregar.

– Globo: Dilma Rousseff gasta duas vezes mais do que a rainha Elizabeth II. A rainha Dilma II custa caro demais ao Brasil.

– Polícia Federal abriu inquérito sobre irregularidades na campanha de Dilma. Advogados do PMDB vêm tentando dar um jeito, sem sucesso, de livrar Michel Temer da eventual cassação da chapa. Enquanto isso:

PMDB

Manifestantes pressionam PMDB a romper com o governo do PT e apoiar o impeachment de Dilma

– Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já atua para fazer seu sucessor na Presidência da Câmara, que ele deixaria para tentar salvar seu mandato de deputado, como fez o senador Renan Calheiros em 2007 ao sair da Presidência do Senado após envolvimento em escândalos. Cunha, antes, deveria acolher o pedido de impeachment (que será protocolado na terça-feira).

Continua após a publicidade

– Obviamente, o governo quer um presidente da Câmara governista; a oposição, um “oposicionista da gema”; e Cunha, um clone para negociar com os dois lados o que for melhor para ele.

– Cunha, segundo a Folha, não descartou acolher o pedido: “Ficarei na saia justa porque será a primeira peça que efetivamente contempla as exigências legais e constitucionais”. Recado dado ao governo.

Dilma comentou, no domingo, as denúncias contra o ainda deputado federal Eduardo Cunha: “Eu lamento que seja com um brasileiro.” Dilma comentou, em 2009, as denúncias contra o ex-ministro José Dirceu, cujo mandato de deputado federal já havia sido cassado: “Não tenho conhecimento de que Dirceu tenha beneficiado instituições financeiras. Acho o ministro José Dirceu um injustiçado. Tenho por ele um grande respeito”. Como diria ela própria: dois pesos, duas medidas.

– Parlamentares são bem remunerados. O enriquecimento ilícito deles para ter um padrão Porsche de vida é de uma cafonice, de uma caipirice sem tamanho.

Valor: “Oposição reforça necessidade de convocar Lula à CPI do BNDES”, após o Brahma ter dito ao MPF que pode ter entregado ao então ministro Fernando Pimentel uma carta do governo cubano solicitando financiamento do BNDES. Lula tem de ser convocado e emparedado na comissão; e suas manobras para salvar a própria pele, devidamente ridicularizadas. Aguardo os vídeos.

– Lauro Jardim, no Globo: “Passou meio batido, mas a CPI do BNDES aprovou um requerimento obrigando que o BNDES envie todos – repita-se, todos – os contratos de financiamento acima de 50 milhões de reais feitos no governo Lula. O banco terá que entregar a papelada no dia 26.” Repita-se: Luciano Coutinho, presidente do BNDES, é parceiro de Lula no Foro de São Paulo desde 1990. A CPI tem de conferir se não haverá páginas faltando.

– Dilma: “O presidente do PT pode ter a opinião que ele quiser. Mas não é a opinião do governo. Se eu disse que não é a opinião do governo, o ministro [Joaquim] Levy fica”. Faltou completar: senão eu caio.

– Levy foi só pedir um cafuné de Dilma após os ataques que recebeu de Lula. Dilma deu o cafuné, com direito a ‘foot massage’.

– PSB quer ter Alckmin como candidato a presidente do Brasil em 2018, segundo a Folha. O partido notou seu “descolamento” do “tradicional perfil conservador” – dadas suas posições petistas contra o impeachment e a redução da maioridade penal – e aposta no acirramento da disputa interna com Aécio  no PSDB para ganhar o governador de São Paulo. Vá, Alckmin: assuma-se de uma vez um socialista.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Siga no Twitter, no Facebook e na Fan Page.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês